Morreu o pai de Carles Puigdemont, ex-presidente da Catalunha exilado na Bélgica desde finais de outubro de 2017, após a tentativa falhada de independência da Catalunha. Xavier Puigdemont, que trabalhou praticamente até ao último dia de vida na pastelaria familiar em Amer, Girona, morreu na tarde de quarta-feira.

Foi o próprio Puigdemont que deu a notícia, ao publicar uma nota de pesar na rede social Twitter, onde se lê: “Deixou-nos o nosso pai. A minha mãe, as minhas irmãs e os meus irmãos vamos recordá-lo sempre como um homem com uma bondade imensa e fidelidade aos valores de base do cristianismo. Que descanse em paz”.

No final de outubro, Carles Puigdemont disse ao britânico The Times que a mulher e a filha viviam a quase 1000 quilómetros de distância e que temia não voltar a ver os pais.

Quim Torra, atual presidente da Generalitat, respondeu a Puigdemont também no Twitter, onde tornou pública uma mensagem de condolências: “A tristeza da morte de um pai faz-se mais profunda pela injustiça do exílio e da distância forçada. Acompanhamos-te na dor com o abraço de todo um povo que vos ama”.

O Tribunal Supremo espanhol voltou a emitir a 14 de outubro um mandado europeu de detenção contra Carles Puigdemont, depois de nove líderes independentistas terem sido condenados a penas de prisão entre os 9 e os 13 anos por sedição e peculato na organização do referendo de 1 de outubro de 2017. Depois de ser presente a um juiz, o líder catalão aguarda em liberdade a decisão final. A campanha eleitoral espanhola ficou aliás marcada nesta quarta-feira por um deslize de Pedro Sánchez, primeiro-ministro, que concordou que o governo controla o Ministério Público que, por sua vez, pediu a extradição do independentista catalão.