O jornalista Arsénio Reis vai deixar a direção editorial da rádio TSF para exercer novas funções relacionadas com a internacionalização da Global Media, anunciou a empresa esta quinta-feira.

“No contexto da reestruturação do Global Media Group e das estratégias em curso para as suas várias marcas, Arsénio Reis foi convidado a aceitar um novo desafio, estratégico, ligado à internacionalização do Grupo e a uma nova visão de futuro”, lê-se num comunicado interno a que a Lusa teve acesso.

Arsénio Reis, que está na direção da rádio desde julho de 2016, vai ser substituído interinamente por Pedro Pinheiro, atualmente diretor-adjunto.

Os outros dois elementos da direção, Ricardo Alexandre, diretor-adjunto, e Anselmo Crespo, subdiretor, mantêm-se nas mesmas funções.

A administração da empresa, que assina o comunicado, afirma que Arsénio Reis “deixa na TSF a marca de um jornalismo de qualidade, informado e independente”, e destaca “as suas capacidades de gestão de projeto e de equipas”, agradecendo “o profissionalismo, o empenho e a lealdade” do jornalista ao longo de vários anos na TSF.

Arsénio Reis tinha assumido o cargo em 2016, depois da saída de David Dinis.

Esta mudança deverá fazer parte do processo de reestruturação que o grupo Global Media atravessa. De acordo com números divulgados pelo semanário Expresso no passado sábado, mais de 80 trabalhadores já terão saído do grupo por livre iniciativa desde o início do ano, mas não é certo qual o peso dessas saídas no objetivo de redução de custos definido pela administração.

Uma das possibilidades passa por criar um direção editorial global que possa assumir a gestão de todos os meios de comunicação do grupo — DN, JN, TSF, Dinheiro Vivo e o Jogo –, definindo depois as respetivas direções, focos e recursos.

Para além disso, há também mudanças na estrutura acionista do grupo, com o BCP e o Novo Banco a venderam os 21% que detinham, com 10,5% cada. Os dois maiores acionistas, o grupo KNJ Global Holdings (do empresário macaense Kevin Ho) e o empresário português com ligações a empresas nacionais e angolanas José Pedro Soeiro adquiriram esses 21%, ficando assim, respectivamente, com 40,5% e 40,25%. Joaquim Oliveira, via Controlivente, mantém os 19,25%.