Em Agosto, no deserto de Alvord, no Oregon, Jessi Combs preparava-se para estabelecer mais um recorde mundial de velocidade. Mas algo correu mal e a piloto perdeu repentinamente o controlo do carro, o North American Eagle Super Sonic Speed Challenger, que começou a capotar quando circulava a cerca de 900 km/h, incendiando-se de seguida.

Foi o péssimo estado em que ficou o veículo que justificou a demora no apuramento do que terá vitimado Combs. Sabe-se agora que foi uma falha mecânica numa das rodas anteriores, que cedeu, impedindo a piloto de tentar qualquer tipo de recuperação do veículo, segundo o gabinete do xerife de Harney County.

Com apenas uma gigantesca pilha de destroços para analisar, entre ferro, alumínio e materiais mais leves e resistentes, muitos deles total ou parcialmente fundidos, os investigadores conseguiram ainda assim apurar que a quebra da roda dianteira se terá ficado a dever a um embate numa pedra ou qualquer outro objecto que estivesse na pista. A violência dos embates que se seguiram provocaram danos profundos na cabeça, que resultaram na morte imediata da piloto.

Aos comandos do seu veículo impulsionado por um motor a jacto, Jessi Combs pretendia elevar o seu recorde de 708 km/h, visando a actual detentora do título, Kitty O’Neil, com 825 km/h.

Apesar da morte, é ainda possível que seja atribuído a Combs o recorde de velocidade, uma vez que, segundo a sua equipa, a piloto realizou duas passagens em sentido contrário, durante o período de tempo definido pelo regulamento. Como as velocidades registadas foram de, respectivamente, 829,2 km/h e 882,4 km/h, é possível que o Guiness Book of World Rocords aceite atribuir a média de 855,8 km/h a Jessi Combs, o que lhe garantiria um novo recorde do mundo, apesar de ser a título póstumo. Pode ver a tentativa de recorde registada aqui, num vídeo da TMZ: