Os trabalhadores da TSF manifestaram “perplexidade” e discordam com a saída do jornalista Arsénio Reis da direção editorial da TSF para exercer novas funções relacionadas com a internacionalização da Global Media. Depois de um plenário realizado esta sexta-feira, foi enviado um comunicado ao Conselho de Administração do grupo, ao qual o Observador teve acesso, onde os trabalhadores dizem discordar da decisão, tendo aprovado um voto de confiança aos quatro elementos da direção.

Reunidos em plenário a 8 de novembro de 2019, os jornalistas e outros trabalhadores da TSF Rádio Notícias manifestaram perplexidade relativamente à saída de Arsénio Reis da direção da TSF.Os trabalhadores, desde já, discordam e lamentam a decisão tendo aprovado um voto de confiança aos quatro elementos que, até agora, compunham a direção da rádio: Arsénio Reis, Pedro Pinheiro, Anselmo Crespo e Ricardo Alexandre”, indica o comunicado interno.

No dia em que foi anunciada a saída de Arsénio Reis da direção editorial, o comunicado interno indicava que o jornalista “foi convidado a aceitar um novo desafio, estratégico, ligado à internacionalização do Grupo e a uma nova visão de futuro”, como parte de um “contexto da reestruturação do Global Media Group”. Para os trabalhadores, no entanto, estas justificações  “dificilmente são compreensíveis”. Dizem, aliás, que a saída do jornalista “suscita várias dúvidas e agrava os sinais já de si preocupantes sobre a situação da empresa”.

Arsénio Reis sai da direção da TSF

Os trabalhadores da TSF decidiram, então, pedir à Administração uma reunião urgente, onde pretendem abordar a mudança na direção da TSF, as razões que levaram a esta decisão e que implicações poderá ter no futuro.

Arsénio Reis está na direção da rádio desde julho de 2016, depois da saída de David Dinis, e vai agora ser substituído interinamente por Pedro Pinheiro, atualmente diretor-adjunto. Os outros dois elementos da direção, Ricardo Alexandre, diretor-adjunto, e Anselmo Crespo, subdiretor, mantêm-se nas mesmas funções.