A Borges, como lhe chamam os locais, é um dos ícones da pequena vila de Baião, encaixada entre a Serra do Marão e o Rio Douro. E é ícone por várias razões: a começar na antiguidade — existe desde 1954 — e a acabar no receituário, cujo ex-líbris é uma receita que na região se preparava, tradicionalmente, apenas em dias de festa, o bazulaque. Ou seja, ali todos os dias são de festa.

Assim, de festa serão também os três dias — 29 de novembro a 1 de dezembro — em que o restaurante da Pensão Borges viajará até à Casa das Galeotas, em Lisboa, cortesia, mais uma vez, de Mesas Bohemia. Vai haver o tradicional bazulaque, claro, mas muito mais. Como já é tradição nestas ocasiões, a família de cervejas Bohemia estará pronta a harmonizar todas as receitas. Mas não é só: cada cerveja será apresentada pelos sommeliers de cerveja, que vão revelar os respetivos ingredientes e receitas e explicarão aos presentes o porquê de cada pairing.

Comecemos pelas iguarias que serão colocados na mesa para abrir apetites. Duas são tradicionais da região: a linguiça e a moira transmontana — apesar de pertencer ao distrito do Porto, Baião fica, na verdade, mais próximo de Vila Real. Já a terceira é um clássico da Pensão Borges: o invulgar salpicão de língua. Esta santíssima trindade dos enchidos será abençoada pela fresquíssima Bohemia Pilsener.

Depois, o tal bazulaque. O nome soa estranho, tal como a receita, uma espécie de açorda feita com os pulmões, coração e fígado do cordeiro marinados em vinha de alho e cozinhados com batatas e pão. Mas, já dizia o poeta, primeiro estranha-se depois entranha-se. Principalmente quando a harmonização conta com as notas tostadas da Bohemia Bock.

Seguir-se-á um prato de peixe que não vem do mar, antes do rio. O lúcio-perca, espécie de grande porte tradicional das águas doces portuguesas é servido num escabeche forte e denso que irá combinar com o amargor da Puro Malte, a mais lupulada das cervejas Bohemia.

Como em qualquer celebração que se preze — e, repetimos, na Borges todos os dias são de festa — não faltará o habitual cordeiro da praxe, que na casa-mãe se serve apenas aos domingos, feriados ou por encomenda. Aqui será feito em forno a lenha como manda a lei, com batatas assadas e arroz a acompanhar. Uma receita difícil mas não impossível de melhorar: basta acompanhar com a Bohemia Original e respectivas notas de caramelo.

Por falar em caramelo, a sobremesa será outra homenagem às tradições da casa. O creme de água queimado é uma receita septuagenária: vem dos tempos do racionamento devido à Segunda Guerra Mundial. Resumindo, é um leite creme sem leite, e por isso mais suave, para acompanhar com a mais recente novidade da família Bohemia, a Stout, que apresenta notas de café.

Não havendo os quartos da Pensão para dormir sobre um banquete deste calibre recomenda-se o obrigatório passeio para desmoer que pode começar nos corredores da belíssima Casa das Galeotas, que vai acolher o evento e terminar no terraço do MAAT, logo ali em frente.

Mais informações sobre esta edição das Mesas Bohemia em mesasbohemia.pt Bilhetes disponíveis para este evento irrepetível em ticketline.sapo.pt. Reserve já lugar para jantar, sexta (29/11) ou sábado (30/11) às 20h, ou para almoçar domingo (01/12) às 13h30. Preço por pessoa 30€.