Trinta e sete dos 40 arguidos do caso “Hells Angels” que se encontram em prisão preventiva e em prisão domiciliária vão ser libertados por ordem da juíza de instrução criminal titular do processo, avança o Jornal de Notícias esta segunda-feira. A magistrada do Tribunal Central de Instrução Criminal chama-se Conceição Moreno e substituiu a juíza Ana Peres no último movimento judicial.

Segundo a agência Lusa, os estabelecimentos prisionais estão a receber mandados de libertação porque os 37 arguidos atingiram o prazo máximo de prisão preventiva previsto para estes casos (um ano e quatro meses), dado que a decisão instrutória (de levar ou não os arguidos a julgamento) não será proferida até 18 de novembro.

O grupo é acusado dos crimes de associação criminosa, homicídio qualificado, na forma tentada, ofensa à integridade física qualificada, extorsão qualificada, dano qualificado com violência, roubo, tráfico de estupefacientes, detenção de armas e munições proibidas, bem como consumo de estupefacientes.

Durante as buscas domiciliárias e não domiciliárias efetuadas foram apreendidas aos arguidos armas, dinheiro e estupefacientes.

Inicialmente, o Ministério Público (MP) acusou 89 arguidos, mas cinco foram separados do processo principal (que ficou com 84 arguidos), que deram origem a outros dois processos, distribuídos ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa: um com um arguido, que esteve preso preventivamente na Alemanha e que na semana passada chegou a Portugal e foi restituído à liberdade; e um outro que ficou com quatro arguidos, estes já estavam em liberdade.