Há clubes de futebol que obrigam os jogadores a dormir em casa e que os proíbem de viajar para fora de um raio de 50 quilómetros, relativamente à sua residência, sem autorização dos dirigentes.

Estas são apenas algumas das regras impostas aos atletas nos regulamentos internos dos clubes de futebol, que o Jornal de Notícias consultou a propósito da polémica com quatro jogadores do FC Porto. Marchesín, Saravia, Uribe e Luis Díaz foram retirados da lista de convocados para o dérbi com o Boavista por terem chegado a casa de madrugada, após a festa de aniversário da mulher de Uribe — o regulamento disciplinar prevê um limite horário até às 23h.

Mas há mais restrições: além de não poderem chegar a casa depois das 23h ou da meia-noite — o horário varia consoante do clube — em véspera de treinos ou jogos, há clubes em que os jogadores só se podem deslocar numa viatura que não pertença ao clube, após um jogo fora, mediante autorização e a grande maioria não permite que os atletas treinem fora das suas instalações.

Sem nunca mencionar um clube em específico, o jornal explica que estes regulamentos são entregues ao jogadores quando assinam contrato. Isso não impede, contudo, que os documentos venham a ser alterados posteriormente pelo treinador ou pela direção.

Aliás, depois de terem surgido fotos e vídeos nas redes sociais dos jogadores do FC do Porto na festa da mulher de Uribe, vários clubes vão fazer alterações ao regulamento interno, já que muitos não preveem questões relacionadas com as redes sociais.