Um tribunal da Argélia condenou esta terça-feira 22 jovens manifestantes a um ano de prisão por mostrarem bandeiras berberes em manifestações do movimento pró-democracia que contesta o regime político e as eleições presidenciais previstas para dezembro.

O veredicto foi proferido após um longo e tenso julgamento, marcado por protestos à porta do tribunal.

Cada um dos 22 condenados foi também multado em 30.000 dinares (cerca de 227 euros), acusados de ameaçar a unidade nacional ao agitarem a bandeira Amazigh, símbolo da identidade berbere.

O advogado de defesa Seddik Mouhous afirmou que planeia recorrer da decisão, alegando que a mesma vai contra a Constituição argelina.

Na próxima semana, outros 20 manifestantes serão julgados por motivos semelhantes.

Várias figuras políticas, que emergiram como líderes do movimento de contestação na Argélia, foram detidas desde o início das manifestações semanais iniciadas em fevereiro.

A renúncia do antigo presidente Abdelaziz Bouteflika em abril não acalmou o movimento de contestação, que continua a exigir todas as sextas-feiras que instituições de transição substituam o “sistema” no poder desde a independência do país em 1962.