O lucro da Sonae diminuiu 16,1% até setembro, face a igual período de 2018, para 88 milhões de euros, impactado pela venda de parte da participação que tem na Outsystems no segundo trimestre de 2018, anunciou esta quarta-feira a empresa.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae adianta que o resultado líquido do terceiro trimestre mais que duplicou para 50 milhões de euros. Em igual período do ano passado, o lucro foi de 24 milhões.

No que respeita aos itens não recorrentes, no terceiro trimestre a Sonae registou mais valias relativas à transação da WeDo e a operação ‘sale & leaseback’, “contribuindo o registo positivo de quatro milhões de euros face a um comparável de 33 milhões de euros nos nove meses de 2018 (valor influenciado pela importante mais-valia decorrente da venda de uma participação na OutSystems” no segundo trimestre do ano passado. A Sonae detém uma participação indireta na OutSystems.

Entre janeiro e setembro, o volume de negócios aumentou 10,2% para 4.635 milhões de euros, no terceiro trimestre a subida foi de 8,8% para 1.647 milhões de euros.

A contribuir para a subida do volume de negócios estiveram o desempenho da Sonae MC e da consolidação das vendas estatutárias da Sonae Sierra.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) aumentou 20,9% nos primeiros nove meses, para 485 milhões de euros, enquanto no terceiro trimestre a subida foi de 41,2% para 206 milhões de euros.

O investimento da Sonae atingiu os 275 milhões de euros até setembro, “mais de um milhão de euros por dia, sendo de destacar o investimento realizado pela Sonae MC na aquisição da rede de parafarmácias e cosmética espanhola Arenal e da Sonae IM na aquisição de participações na Cellwize, CB4 e Daisy Intelligence”.

Relativamente ao capex (investimento) de expansão, a Sonae MC abriu 58 novas lojas, dos quais nove Continente Bom Dia e dois Continente Modelo.

“A Sonae continuou a reforçar a sua solidez financeira, tendo a dívida líquida, em base comparável, diminuído 113 milhões de euros face ao final de setembro de 2018”, refere a empresa, que salienta que o custo da dívida “permaneceu estável em 1,3%”.

A Sonae está integralmente financiada para os próximos 18 meses, referem. Segundo a empresa, o grupo liderado por Cláudia Azevedo criou mais de 1.000 postos de trabalho nos últimos 12 meses.