O Presidente da República afirmou, sem querer comentar os tempos do debate quinzenal no parlamento, que por definição gosta de “ouvir tudo e todos” e que se chegar algum pedido formal de audiência, esta será agendada.

Durante uma viagem de comboio de alta velocidade entre Roma e Bolonha, onde termina a sua visita de Estado a Itália, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que não tem conhecimento de que tenha chegado ao Palácio de Belém um pedido formal de audiência por parte do Chega: “Eu não sei, eu não tenho conhecimento de pedido formal”.

Questionado se gostaria de ouvir deputados de todos os partidos no debate quinzenal de hoje com o primeiro-ministro no parlamento, o chefe de Estado começou por responder: “Eu não me vou pronunciar sobre o debate, eu percebo o alcance da pergunta”. Depois, afirmou: “Eu gosto sempre de ouvir tudo e todos, por definição”.

O chefe de Estado ressalvou, contudo, que não terá oportunidade de ouvir o debate quinzenal e que não comenta a polémica em torno dos tempos de intervenção atribuídos aos deputados únicos dos partidos Chega, Iniciativa Liberal e Livre: “Estou no estrangeiro e não me vou pronunciar sobre isso aqui”.

Interrogado, depois, se já agendou a audiência que o deputado do Chega, André Ventura, anunciou na semana passada que iria pedir ao Presidente da República, com “caráter de muita urgência”, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que irá “receber os partidos dentro de poucos dias para os ouvir sobre a matéria do Orçamento do Estado”.

“Havendo pedido formal sobre matéria muito urgente que se justifique de partidos para serem recebidos eu, dentro da disponibilidade de calendário, recebo-os. Quer com assento parlamentar, quer sem assento parlamentar”, acrescentou.

No caso concreto do pedido de audiência anunciado pelo deputado do Chega, “havendo pedido formal, se chegar o pedido formal”, então “isso será agendado oportunamente”, adiantou o Presidente da República, referindo que não tem conhecimento de que isso já tenha acontecido.