Havia vários países candidatos a acolher a fábrica europeia da Tesla, pelas vantagens em termos de criação de emprego, riqueza, investimento e exportações. Ao longo de meses de negociações, foram diversos os “candidatos” que ficaram pelo caminho, até que, no final, a Alemanha superou a concorrência e, para além de acolher a fábrica da marca norte-americana, “garantiu” para Berlim um centro de design e de engenharia que vai ser criado paredes meias com o local onde serão produzidos os Model 3 e Y, além de baterias.

A nova instalação fabril deverá estar em funcionamento em 2021, o que significa um prazo quase um ano superior ao que foi necessário para erguer umas instalações similares na China.

Numa entrevista concedida à Auto Express, o CEO da Tesla, Elon Musk, explicou os motivos que o levaram a não optar pelo Reino Unido para instalar a sua fábrica europeia. De acordo com o sul-africano que dirige a marca norte-americana (e possui 20%), “o Brexit tornou muito arriscado montar uma Gigafactory no Reino Unido”, confirmando com isso que a hipótese foi considerada, mas afastada pela confusão gerada pela disputa em torno da permanência, ou não, na União Europeia.

A nova unidade fabril irá ficar localizada nos arredores de Berlim, próximo do aeroporto de Brandenburg, de onde vão sair os veículos destinados ao mercado do Velho Continente, com a Tesla a evitar assim as taxas devidas à importação de veículos dos EUA.

Musk entende que “a engenharia alemã é excelente” e reconhece que é na Alemanha que são produzidos alguns dos “melhores automóveis do mercado”. Razões que, segundo ele, justificam “em parte” a localização da Gigafactory 4. Recorde-se que a Tesla já adquiriu anteriormente uma fábrica alemã de robots e automatismos, a Grohmann.