A Farfetch registou perdas de 85,4 milhões de dólares no terceiro trimestre do ano, um resultado pior do que no mesmo período do ano passado (prejuízos de 77,2 milhões de dólares). No entanto, os mercados reagiram bem (com as cotações a subirem mais de 15% no “after hours” dos mercados), uma vez que a empresa esperava perdas ainda maiores.

A plataforma de comércio de moda de luxo anunciou ainda que prevê um quatro trimestre “forte“, no qual espera perdas entre os 21 e os 31 milhões de dólares. O presidente-executivo e fundador da Farfetch, José Neves, preferiu destacar no comunicado os resultados do terceiro trimestre, descrevendo-os como “fantásticos”.

“Estou muito contente com o nosso contínuo progresso na construção de uma plataforma global para o luxo. Tivemos um terceiro trimestre fantástico, que bateu as nossas expectativas, e continuamos a capturar quota de mercado a um ritmo muito rápido”, escreveu José Neves.

As receitas do unicórnio português subiram para 255,4 milhões de dólares, um crescimento acentuado face aos 134,5 milhões de dólares do mesmo período em 2018.

Ao Observador, o fundador e CEO José Neves disse, em junho (depois de os resultados do primeiro trimestre saírem), que não estava preocupado com os prejuízos. “Se fosse de preocupar os analistas teriam descido o rating. Obviamente, os mercados estão complicados com estas questões macroeconómicas da China e do Trump, mas ao nível daquilo que são [as bases] fundamentais da empresa, estamos a entregar exatamente aquilo que dissemos que íamos entregar”, afirmou.

A plataforma de comércio de moda de luxo luso-britânica foi admitida na bolsa nova-iorquina a 21 de setembro de 2018.

No comunicado enviado esta quinta-feira José Neves também revela que nos últimos doze meses o número de pessoas que fazem compras na plataforma subiu para 1,9 milhões (mais 100 mil do que nos resultados do segundo trimestre).