Um acordo de cessar-fogo entrou em vigor esta quinta-feira manhã na Faixa de Gaza, após dois dias de combates entre forças israelitas e o grupo extremista Jihad Islâmica que resultaram na morte de mais de 30 pessoas.

O acordo de cessar-fogo entrou em vigor às 5h30 (3h30 em Lisboa) na Faixa de Gaza, disse o porta-voz da Jihad Islâmica Musab al-Berim à agência de notícias Associated Press. A mesma informação foi prestada à agência de notícias France-Presse (AFP) por uma fonte egípcia ligada à mediação e por um alto funcionário da Jihad Islâmica.

Este “acordo de cessar-fogo é resultado dos esforços do Egito” e foi assinado por “fações palestinianas, incluindo a Jihad Islâmica”, indicou o representante egípcio à AFP.

Já o porta-voz da Jihad Islâmica explicou que o cessar-fogo se baseou numa lista de exigências apresentadas pelo seu grupo na noite de quarta-feira, que inclui “o fim dos assassínios” dos líderes do movimento extremista pelos israelitas.

Numa tentativa de conter uma nova espiral de violência, o enviado da ONU para o Médio Oriente, Nickolay Mladenov, chegou ao Cairo na quarta-feira para articular a mediação com os egípcios – que possuem uma forte influência em Gaza e relações diplomáticas com Israel.

Os combates começaram na terça-feira, depois de Israel ter matado um comandante do grupo.

O episódio desencadeou os combates mais intensos em Gaza, desde maio. A Jihad Islâmica disparou cerca de 400 granadas de morteiros contra Israel. Por sua vez, Israel respondeu com dezenas de ataques aéreos.

As autoridades palestinianas reportaram 32 mortes, entre estas a de uma criança de 7 anos e seis membros de uma só família.

Não houve comentários imediatos de Israel, que raramente reconhece acordos não oficiais com grupos extremistas.