Um sismo de magnitude 7.1 fez-se sentir esta terça-feira a 134 quilómetros a norte de Ternate, nas ilhas Molucas, na Indonésia. De acordo com o Serviço Geológico dos EUA, o epicentro registou-se no mar, a 45 quilómetros de profundidade.

De acordo com a mesma entidade, o USGS, os riscos para as populações relacionados com eventuais derrocadas são negligenciáveis, tais como os riscos causados por inundações. “Pouca ou nenhuma população [está em risco de ser] afetada”, escreve o USGS.

As estimativas do USGS indicam ainda que existem 4% de possibilidades de o sismo vir a causar entre 10 e 100 vítimas mortais, 30% de possibilidades de vir a causar entre 1 e 10 vítimas e 65% de possibilidades de não ter causado qualquer morte.

Inicialmente as autoridades indonésias lançaram um alerta preliminar de tsunami. No entanto, o sistema de alerta de Tsunamis dos Estados Unidos (do Serviço de Meteorologia dos EUA) publicou no seu site que “não há alerta, aviso ou ameaça” relacionada com tsunami e com este tremor de terra.

Minutos depois do abalo – e ainda que não se tenham produzido danos significativos – a agência de Climatologia, Meteorologia e Geofísica da Indonésia (BMKG) emitiu um alerta preliminar de tsunami e indicou que este poderia atingir o norte das Ilhas Célebes.

No entanto, o chefe do Departamento de Dados e Informação da BMKG, Edward Henry Mengko, apelou à calma dos residentes, informando que a altura máxima da onda – caso viesse a formar-se por causa do  terramoto – seria de meio metro. “Por isso mesmo não há necessidade de evacuar as localidades”, indicou o mesmo responsável num comunicado noticiado pelo diário indonésio Kompas. O alerta preliminar de tsunami já foi levantado.

A Indonésia situa-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica na qual se registam, todos os anos, cerca de 7.000 terramotos, na sua maioria de intensidade moderada.