O número de mortos em protestos no Chile subiu para 22, segundo um novo balanço divulgado pelo governo, registando-se ainda 2.209 feridos, de acordo com o Instituto Nacional de Direitos Humanos. O anterior balanço apontava para pelo menos 20 mortos e 1.600 feridos.

O saldo de vítimas mortais estagnara após as primeiras semanas de agitação social e protestos contra um modelo económico desigual, mas novos episódios de violência esta semana resultaram em mais dois mortos, 28 dias depois das primeiras manifestações.

Mais da metade dos ferimentos é causada por disparos efetuados por agentes do Estado, com os casos mais graves (209) relacionados com traumas oculares resultantes do impacto de balas de borracha, chumbo de armas de ar comprimido ou devido à exposição a gás lacrimogéneo, indicou o Instituto Nacional de Direitos Humanos, um órgão independente que tem competência de fiscalização.