Há uma estrada nas montanhas de Tianmen, na China, que se está a converter num “paraíso” para pilotos e fabricantes de automóveis. É conhecida como Estrada do Dragão e conduz à “Porta do Céu”. Mas se esta não é mais que um orifício na montanha com 131,5 metros de altura, a que se acede depois de subir 999 degraus com 45º de inclinação, não é menos verdade que o percurso para lá chegar também nada tem de celestial: são 11,3 km pontuados por 99 curvas que, para além de por vezes descreverem autênticos “ganchos”, fazem-no a uma altitude de impor respeito. Ou medo, porque o desnível chega a atingir 1100 metros. Mas se nada disto atemorizou a Land Rover e, mais recentemente, a Volkswagen, por que razão Ken Block ficaria de fora do desafio?

O norte-americano, que é uma espécie de “deus” no drift, só poderia enfrentar o retorcido percurso à sua maneira, ou seja, a andar grande parte do tempo completamente de lado. Mas no limite, a escassos milímetros de raspar as protecções da via ou até mesmo de “acariciar” o panda que lhe apareceu no caminho. O “animal” deverá ter ficado tonto com tanta pirueta à sua volta, para mais, tão perto do pelo! Mas é isto que se espera de um bom espectáculo de drift e este dá pelo nome de “Climbkhana Two”.

Vale a pena ver o vídeo de mais uma aventura de Ken Block, onde este explora tudo aquilo que a sua “velha” F-150 de 1977 tem para dar. Rebaixada ao limite e com uma carroçaria em alumínio e um chassi desenvolvidos pela Detroit Speed, a chamada Hoonitruck prova (mais uma vez) que, nas mãos de um ás, não há como não ser um trunfo. Até porque, sob o capot, acolhe um motor EcoBoost V6 de 3,4 litros com dois turbos, “herdado” do Ford GT vencedor em Le Mans. Veja aqui como Block explora os 927 cv e 950 Nm de binários passados às quatro rodas através de uma caixa de seis velocidades da Sadev. Com a ajuda do travão de mão, claro…