O Tribunal Regional de Bissau, Guiné-Bissau, condenou três pessoas a penas de prisão entre 14 e 15 anos no âmbito da “Operação Carapau”, que levou à apreensão em março de quase 800 quilogramas de cocaína.

Segundo o acórdão a que a Lusa teve esta segunda-feira acesso, as três pessoas, duas do Níger e uma do Senegal, foram condenadas a penas de 15 e 14 anos de prisão depois de o Tribunal Regional de Bissau os ter considerado autores materiais de um crime de tráfico de produtos estupefacientes.

O tribunal decidiu também declarar “perdidos a favor do Estado todos os bens apreendidos no âmbito” daquele processo, salientando que o dinheiro apreendido durante a operação servirá para aquisição de motorizadas para a Polícia Judiciária e tribunais de várias regiões do país.

A 8 de março, a Polícia Judiciária guineense deteve quatro pessoas e apreendeu quase 800 quilogramas de cocaína num camião frigorífico nos arredores de Bissau.

A cocaína foi apreendida a 9 de março, véspera das eleições, e os quatro detidos são cidadãos da Guiné-Bissau, Senegal e Níger. Um dos cidadãos do Níger é assessor do presidente do parlamento daquele país.

A droga apreendida, que foi incinerada a 14 de março, tinha como destino o Mali, para depois ser enviada para a Europa e Líbia e um dos suspeitos em fuga tem ligações à Al-Qaida do Magrebe Islâmico, segundo fontes da PJ.

O tribunal decidiu também que o camião frigorífico deverá ser vendido em hasta pública pela Polícia Judiciária guineense e o valor recebido deverá ser destinado ao “reforço da ação de combate à droga”.