Este é o primeiro SUV da Aston Martin, em 106 anos de história. Apresentado como um SUV desportivo, com espaço interior para cinco adultos, mala generosa e uma maior altura ao solo, para lhe permitir circular por caminhos cujo estado de conservação deixem muito a desejar, o DBX pretende situar-se a meio caminho entre o luxuoso Bentayga da Bentley e o desportivo Urus da Lamborghini, fazendo justiça ao posicionamento da Aston Martin.

Se por fora o DBX se revela elegante e com linhas possantes, com um pilar traseiro muito inclinado de forma a perseguir a desejada forma de coupé, por dentro surge com o tradicional cocktail de excelentes materiais e uma construção irrepreensível, a que os britânicos já habituaram os clientes da marca. Ou seja, o novo SUV da Aston Martin oferece tudo o que caracteriza os restantes desportivos do construtor, mas num “pacote” com mais espaço interior.

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De acordo com o construtor, o DBX exibe um respeitável comprimento de 5,05 metros, o que explica o peso anunciado de 2,245 kg, correctamente distribuídos pelos dois eixos (54% à frente e 46% atrás). Este comprimento generoso justifica o facto de, apesar de ser o habitáculo mais espaçoso da marca, o SUV oferece ainda 632 litros para bagagens.

O motor é o V8 biturbo com 3.982 cc, equipado com um sistema que permite desligar metade dos cilindros para reduzir o consumo, quando o condutor está a pressionar levemente o acelerador, o que acontece quando circula em auto-estrada a velocidade civilizada. Contudo, se o pressionar a fundo, o DBX responde com uns nada civilizados 550 cv e 700 Nm de binário, o que literalmente lhe permite “subir” paredes.

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Esta elevada potência coloca o SUV ao nível de muitos desportivos, como prova a sua capacidade de atingir 291 km/h e atingir os 100 km/h em somente 4,5 segundos. É claro que o peso elevado, típico desta classe de veículos, obriga a um esforço adicional, com o consumo anunciado em WLTP a roçar 14,3 litros de média.

Como SUV que é, o DBX está equipado com um sistema de quatro rodas motrizes, que coloca mais potência atrás nos modos de condução mais desportivos, ou distribui de forma inteligente o torque pelas quatro rodas, na esperança de maximizar a aderência e a segurança. A caixa é automática tradicional, com conversor de binário, e conta com nove velocidades para a frente.