O CDS-PP vai apresentar ao parlamento um voto de repúdio e condenação pela penalização aplicada pela federação inglesa de futebol contra o  jogador português Bernardo Silva. Em causa estava o facto de o médio ter publicado um tweet no qual brincava com o colega de equipa Benjamin Mendy associando-o a uma imagem do “Conguito”, boneco que ilustrava uma guloseima de amendoins cobertos com chocolate. A federação inglesa aplicou a sanção no âmbito de uma acusação de racismo.

O partido classifica como “incompreensível” a decisão da federação inglesa, que condenou Bernardo Silva “a um jogo de suspensão, uma multa de 58 mil euros e a frequentar um programa de educação presencial, por atos racistas”, e mostra-se solidário para “com o jogador internacional Bernardo Silva, vítima de uma decisão que o condenou, injustamente, por um ato que nunca cometeu, nem cometeria”.

O CDS relembrou ainda a que “a própria federação concluiu que o jogador ‘não teve a intenção de insultar ou fazer um comentário racista’ e que ‘foi mais uma brincadeira entre dois amigos’, além da suposta vítima” ter publicamente defendido Bernardo Silva, oferecendo-se para pagar a multa.

O partido frisa a importância de “repudiar e condenar toda e qualquer prática de racismo, nomeadamente no desporto”.

Os atos de racismo são sempre censuráveis, condenáveis e devem ter o repúdio da sociedade. Quando o racismo acontece no desporto não só não deve ser exceção, como é particularmente grave, até porque muitos jovens encontram no desporto uma escola de formação”, lê-se.

No entanto, lê-se no texo que acompanha o voto, “importa separar o que é racismo de uma mera brincadeira entre amigos que se estimam e respeitam. Algo que não aconteceu com o atleta Bernardo Silva, um dos melhores jogadores portugueses da atualidade, de ética desportiva irrepreensível, de fair play reconhecido e elogiado por todos os treinadores e jogadores, que foi vítima destas confusões quando, por brincar com um grande amigo numa rede social, foi condenado pela federação inglesa”.

Segundo o CDS, a não diferenciação do que é realmente racismo ou uma brincadeira “não favorece o combate ao racismo, antes pelo contrário”.