A 22 dias das eleições legislativas, os Verdes foram esta terça-feira o primeiro partido político britânico com representação no parlamento a apresentar o programa eleitoral, prometendo gastar cerca de 117 mil milhões de euros por ano em políticas ambientais.

Até 2030, o partido promete investir 100 mil milhões de libras (117 mil milhões de euros) por ano para combater as alterações climáticas, reduzindo e neutralizando as emissões de dióxido de carbono no país.

A neutralidade carbónica é alcançada equilibrando a redução das emissões de gases com efeito de estufa com as remoções da atmosfera, através de meios naturais como a floresta ou através da captura e armazenamento de carbono.

A medida é ambiciosa, admitiu o co-líder Jonathan Bartley, que alertou para a urgência ambiental, ao mesmo tempo que promete aumentar a despesa pública na saúde e introduzir um rendimento mínimo garantido.

“Os outros partidos estão a tentar apanhar-nos, mas nós estamos muito à frente”, afirmou, lembrando que os partidos Conservador e Trabalhista têm como objetivo atingir a neutralidade carbónica no Reino Unido em 2050 e os Liberais Democratas em 2045, cujos programas vão ser apresentados nos próximos dias.

O parlamento britânico foi o primeiro no mundo a declarar uma “emergência ambiental e climática”, no início deste ano, mas o tema deslizou do topo da agenda, ultrapassado por questões como a saúde, educação e polícia.

O Brexit também é considerado uma prioridade pelos eleitores, mas os Verdes defendem que a saída deve ser adiada e realizado um novo referendo.

Parte de uma aliança com os nacionalistas galeses do Plaid Cymru e os Liberais Democratas para potencializar o voto anti-Brexit, apoiando candidatos únicos, os Verdes retiraram-se de 50 círculos eleitorais, mas concorrem em nove com a esperança de alargar o grupo parlamentar reduzido à deputada Caroline Lucas, em funções desde 2010.