Angola registou, no terceiro trimestre deste ano, mais de 18.000 crimes de natureza diversa, numa média de 187 casos por dia, com a capital do país, Luanda, à frente das ocorrências, com 6.826 casos, revela um relatório da Polícia Nacional. As estatísticas da Polícia Nacional angolana indicam um aumento em mais 317 casos, comparativamente ao trimestre anterior.

Os dados demonstram ainda que no período em referência a polícia esclareceu 11.504 casos e deteve 12.459 suspeitos. Na lista de crimes, surge com o maior número de casos os roubos (3.991, dos quais 2.625 em Luanda), seguido dos furtos (3.980), ofensas corporais (3.161), crimes cometidos com armas de fogo (1.697), violações (496), drogas (371), homicídios voluntários (362), raptos (18) e outros (4.611).

De acordo com o documento, os crimes contra a propriedade representam 62%, contra as pessoas 31% e contra a ordem e tranquilidade públicas 7%. Nos crimes contra as pessoas, registaram-se 5.245 casos, menos 256 que no trimestre anterior, numa média de 58 ocorrências diárias, destacando-se as ofensas corporais, os homicídios voluntários, as violações e os raptos.

“Destes 3.402 crimes foram praticados por pessoas próximas das vítimas e 1.843 por marginais, correspondendo a 65% e 35%, respetivamente, do total de crimes contra as pessoas”, sublinha o quadro estatístico. O documento realça que o número de raptos registados no período em referência demonstra um aumento em mais 14 casos comparativamente ao trimestre anterior.

As províncias mais problemáticas são Luanda, a capital angolana, com 8.247.688 habitantes, e um total de 6.826 crimes, seguida da Huíla, com 2.906.791 habitantes, e 1.315 casos de criminalidade.