Dados até setembro deste ano revelam que os trabalhadores da TAP custam anualmente perto de 600 milhões de euros (593,8 milhões de euros), mais 72% do que há três anos, em 2016, quando os custos com pessoal eram de 345,7 milhões de euros. Os dados foram revelados esta quarta-feira pelo jornal Público, que acrescenta que houve uma contratação direta de 2700 trabalhadores para um total de quase 9 mil profissionais desde que David Neeleman entrou para a TAP em junho de 2015.

Os dados constam do relatório que acompanha a emissão de dívida de 300 milhões de euros, que decorre junto de investidores institucionais e que vai servir para refinanciar a dívida bancária prestes a expirar. Na explicação, a TAP diz que o aumento da despesa com pessoal se deve à “variação do número de trabalhadores, ao aumento do salário médio e ao aumento da remuneração variável em resultado do crescimento da operação e dos acordos estabelecidos com os trabalhadores e com os seus representantes”.

Nos últimos nove meses do ano, a TAP registou um prejuízo de 111 milhões de euros, devendo-se isso sobretudo ao aumento dos custos com pessoas mas também às imparidades relacionadas com equipamentos, aos custos com juros da dívida e aos efeitos cambiais. Neste momento, a companhia aérea tenta convencer investidores a refinanciarem a sua dívida em 300 milhões de euros para liquidar empréstimos de curto prazo e fazer face ao custos.

“A TAP S.A. apurou um prejuízo acumulado, nos primeiros nove meses do ano, de 111 milhões essencialmente devido a variações cambiais sem impacto na tesouraria. Excluindo esta variação cambial, o lucro líquido consolidado do grupo TAP, no terceiro trimestre de 2019, foi de 61 milhões de euros positivos, compensando em mais 50% o prejuízo gerado no primeiro semestre de 2019”, avançou a companhia em comunicado. A empresa registou quase 120 milhões de euros em prejuízos nos primeiros seis meses do ano.