Os Dead Combo iniciam a digressão de despedida com dois concertos a 06 e 07 de dezembro na Galeria Zé dos Bois (ZDB), em Lisboa, o espaço que marcou o aparecimento do projeto de Pedro Gonçalves e Tó Trips.

De acordo com a editora Sony Music, a última digressão dos Dead Combo prosseguirá durante 2020, com várias datas já marcadas: 11 de janeiro em Castelo Branco, dia 25 em Sesimbra, 7 de fevereiro em Estarreja e a 14 novamente em Lisboa.

Em março estarão em Beja (dia 6), Torres Novas (dia 7), Porto (dia 21) e Albufeira (dia 28).

Os Dead Combo anunciaram em outubro que iriam acabar, mas a despedida seria de celebração e apenas com os dois músicos fundadores, o baixista Pedro Gonçalves e o guitarrista Tó Trips.

“Voltam aos palcos com uma ’tour’, num passeio pela história de uma carreira com mais de 16 anos, seis álbuns de originais e várias centenas de concertos por Portugal e pelo estrangeiro”, refere a editora, citando a banda.

Foi na ZDB que Pedro Gonçalves e Tó Trips se conheceram, formando pouco depois, em 2003, a identidade musical dos Dead Combo, com um contrabaixo e uma guitarra elétrica em torno de referências que vão da música portuguesa à americana, passando pela América Latina.

“A Zé dos Bois é a nossa casa, foi a nossa primeira sala de ensaios, os primeiros concertos foram lá, encontramos os nossos amigos”, disse à Lusa o contrabaixista Pedro Gonçalves, em 2011, quando o grupo deu lá dois concertos, numa passagem que se tornou regular durante toda a carreira.

Em 2003, Pedro Gonçalves e Tó Trips estavam em paralelos distintos da música independente, mas gravaram uma música para uma compilação dedicada a Carlos Paredes e perceberam que tinham afinidades.

“Não queríamos um conjunto com bateria e cantor. Queríamos que houvesse uma identidade portuguesa. De resto não havia ambições. Estávamos um bocado cansados dos meios de onde vínhamos”, afirmaram os músicos em entrevista à Lusa em 2013, quando celebraram uma década de Dead Combo.

Entre os álbuns dos Dead Combo contam-se “vol. 1” (2004), “Vol. 2 – Quando a alma não é pequena” (2006), “Lisboa Mulata” (2011) e “Odeon Hotel”, que registam um trabalho de composição e interpretação em duo, mas também numa formação alargada, com outros músicos, nomeadamente Alexandre Frazão (bateria) e João Cabrita (sopros).