O antigo membro do Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) do PSD, Paulo Colaço, anunciou esta quinta-feira que será candidato à presidência do órgão que funciona como uma espécie de ‘tribunal’ interno do partido. Paulo Colaço já esteve oito mandatos como dirigente daquele órgão, mas demitiu-se no último mandato por discordar da postura do presidente da Mesa, Paulo Mota Pinto, quando este se recusou a ouvir a jurisdição no caso do voto secreto/voto de braço do ar que marcou o Conselho Nacional de tentativa de ‘impeachment‘ de Rui Rio.

Paulo Colaço — que tinha apoiado Rui Rio nas últimas diretas — lembra que, já na altura em que se demitiu, deixou claro que esta seria “uma curta ausência” e assumia que “voltaria a ser candidato, ainda mais motivado a defender no CJN um espírito de legalidade, coragem e equidistância face aos diversos interesses habitualmente em jogo num partido político”.

Paulo Colaço tem o apoio dos presidentes da concelhia e do distrito. A presidente do PSD/Rio Maior, Isaura Morais, apoia Colaço e Rui Rio e o presidente da distrital do PSD/Santarém, João Moura, apoia Luís Montenegro. O objetivo de Colaço é presidir àquele órgão e recorda que no último congresso, ficou a apenas “40 votos de ganhar a eleição”.