A equipa da Polícia Marítima portuguesa em missão na ilha grega de Lesbos resgatou esta sexta-feira 134 migrantes, entre os quais 51 crianças, em três operações distintas que ocorreram de madrugada, anunciou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

O primeiro resgate ocorreu quando a equipa da Polícia Marítima na embarcação “Tubarão” recebeu a informação de que se encontrava um bote a 9,2 quilómetros de Molivos.

“Devido às condições de mar adversas e por razões de segurança, os 48 migrantes a bordo, dos quais 22 crianças, 11 mulheres e 15 homens, foram transferidos para a embarcação da Polícia Marítima e transportados para o porto de Skala Skamineas, onde desembarcaram e foram entregues às autoridades gregas em segurança”, refere a AMN em comunicado.

A segunda operação de resgate ocorreu quando foi intercetado um bote a 3,7 quilómetros de Tsonia, com 49 migrantes a bordo, dos quais 16 crianças, 17 mulheres, uma delas grávida, e 16 homens.

“Os migrantes foram transferidos para a embarcação da Polícia Marítima e transportados para o porto de Skala Skamineas”, acrescenta.

A equipa Polícia Marítima intercetou um outro bote com 37 migrantes, sendo 13 crianças, 10 mulheres e 14 homens, que navegava a 5,2 quilómetros de Karokas.

“Durante os resgates houve a necessidade de administrar oxigénio a duas mulheres que se encontravam com dificuldades respiratórias. Os três resgates foram realizados fora das áreas de patrulha atribuídas à Polícia Marítima”, acrescenta a AMN.

Assim, nas três operações, que ocorreram durante a madrugada, foram resgatados 134 migrantes, dos quais 51 crianças, 38 mulheres e 45 homens.

A Polícia Marítima encontra-se integrada na operação Poseidon, sob égide da agência europeia Frontex e em apoio à Guarda Costeira grega, com o objetivo de controlar e vigiar as fronteiras marítimas gregas e externas da União Europeia, no combate ao crime transfronteiriço, no âmbito das funções de guarda costeira europeia.

“Desde 2014, ano em que iniciou a participação na missão POSEIDON, a Polícia Marítima já salvou 6.940 vidas”, conclui.