A polícia da cidade de Grevenbroich, na Alemanha, começou este sábado uma mega-operação para testar o ADN de cerca de 900 homens, na maioria residentes na cidade, na tentativa de resolver um crime com mais de 20 anos, de acordo com a Deutsche Welle.

Trata-se do assassínio de Claudia Ruf, uma menina de 11 anos que foi raptada, violada e depois estrangulada, em maio de 1996. O seu corpo — que foi regado com gasolina e queimado—, foi encontrado dois dias depois a cerca de 70 quilómetros da pequena cidade de Grevenbroich, que fica perto de Colónia. À altura foi levada a cabo uma mega-investigação, mas nunca ninguém foi acusado.

Agora, a polícia local volta a tentar resolver o caso. Este sábado, teve início numa escola da cidade uma ronda para recolher amostras de ADN de cerca de 900 homens, que teriam entre os 14 e os 70 anos na altura do crime e que vivem na região. Para além da recolha de ADN, os voluntários responderão, ainda, a algumas perguntas. A recolha deverá continuar ao longo do fim de semana, mas serão precisas algumas semanas para ter resultados.

O pai de Claudia, Friedhelm Ruf, deixou uma mensagem vídeo a pedir aos residentes que se deixem testar: “Depois de mais de 13 anos, há uma grande possibilidade de descobrir o triste destino da minha filha”, afirmou, citado pela BBC. “O criminoso conseguiu esconder-se de nós durante demasiado tempo.”

A polícia local está confiante de que estas investigações mais recentes possam ajudar, já que o departamento policial está convicto de que o criminoso tem alguma relação com a cidade onde o crime foi cometido. “Iremos exigir uma explicação a este criminoso, se o encontrarmos”, afirmou o investigador Andreas Müller.