290kWh poupados com o Logótipo da MEO Energia Logótipo da MEO Energia
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica. Saiba mais

Logótipo da MEO Energia

Poupe na sua eletricidade com o MEO Energia. Simule aqui.

Eles foram como Piqué até outro espanhol dizer a Vinícius para ser o DDT (a crónica do Vizela-Benfica)

Este artigo tem mais de 1 ano

A equipa que apareceu pelo mundo através do vídeo de Piqué teve uma exibição que merecia rodar mundo (mesmo com menos um desde os 26') mas Benfica venceu Vizela com RDT a fazer de Vinícius DDT (2-1).

Vinícius entrou ao intervalo e voltou a ser decisivo para o Benfica, já depois de Raúl de Tomás ter empatado o encontro
i

Vinícius entrou ao intervalo e voltou a ser decisivo para o Benfica, já depois de Raúl de Tomás ter empatado o encontro

Octavio Passos

Vinícius entrou ao intervalo e voltou a ser decisivo para o Benfica, já depois de Raúl de Tomás ter empatado o encontro

Octavio Passos

Empresas de jogos de vídeo, restaurantes da hambúrgueres, gestão de imagem, eventos desportivos e até, pasme-se, um clube (Andorra). Gerard Piqué, defesa espanhol do Barcelona nos relvados e também marido da popular cantora Shakira fora deles, tornou-se um autêntico magnata dos negócios fora do futebol tendo apenas 32 anos. E foi esse mesmo Piqué, que foi titular este sábado na vitória do Barcelona frente ao Leganés umas horas antes de ver a equipa de Espanha discutir a presença na final da Taça Davis de ténis com um novo formato pensado por uma das suas empresas, que partilhou há dois anos um vídeo a assinar uma camisola do Vizela.

Benfica vence em Vizela por 2-1 com golos de Raúl de Tomás e Vinícius nos últimos 20 minutos

Ficha de jogo

Mostrar Esconder

Vizela-Benfica, 1-2

4.ª eliminatória da Taça de Portugal

Estádio do Futebol Clube de Vizela, em Vizela

Árbitro: Hélder Malheiro (AF Lisboa)

Vizela: Cajó; João Pedro, Aidara, Matheus, Kiki; Zag, Ericson, Samu (Landinho, 75′); Cann (André Soares, 82′), Diogo Ribeiro (Fall, 57′) e Kiko Bondoso

Suplentes não utilizados: Rafa, Kaká, Mendes e João Faria

Treinador: Álvaro Pacheco

Benfica: Zlobin; André Almeida, Jardel, Ferro, Grimaldo; Samaris (Carlos Vinícius, 46′), Gabriel (Caio Lucas, 67′); Pizzi, Jota, Chiquinho e Raúl de Tomás

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Suplentes não utilizados: Vlachodimos, Conti, Tomás Tavares, Florentino Luís e Cervi

Treinador: Bruno Lage

Golos: Samu (6′), Raúl de Tomás (70′) e Carlos Vinícius (86′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Zag (9′), Ericson (20′ e 26′), Grimaldo (22′), Gabriel (43′), Pizzi (45′) e João Pedro  (54′); cartão vermelho por acumulação a Ericson (26′)

O vídeo foi só um vídeo mas a verdade é que o Vizela, hoje no Campeonato de Portugal, foi falado na Indonésia ou na China, por exemplo. E tudo porque a empresa asiática Seca, uma multinacional ligada ao desporto que adquiriu o clube nortenho, tem como líderes amigos pessoais do espanhol, que lhe pediram essa “ação de promoção”. O mais recente “Dono Disto Tudo” acedeu e deu um palco internacional impensável ao conjunto nortenho. Um palco que, comparações e proporções à parte, merecia voltar a ter pela exibição gigante frente ao Benfica na Taça de Portugal mesmo reduzida a dez desde os 26′. No entanto, acabou por não passar de uma vitória moral.

Apesar de ter na próxima quarta-feira uma deslocação a Leipzig fundamental para a continuidade na Champions, Bruno Lage cumpriu em relação às opções iniciais para o encontro em Vizela: à exceção da troca de guarda-redes, com Zlobin a entrar para o lugar de Vlachodimos, Jardel (no lugar do “poupado” Rúben Dias), Samaris – que fez de Florentino Luís no meio-campo – e Jota foram as únicas alterações numa formação que não podia contar por lesão com Seferovic, a grande baixa no período de seleções. No entanto, os nomes não tiveram assim tanto peso no início do jogo. Aliás, pelo contrário: numa saída rápida dos visitados com uma transição defensiva deficiente das águias, Samu encontrou espaço à entrada da área e rematou rasteiro de pé esquerdo para o 1-0 (6′).

[Clique nas imagens para ver os melhores momentos do Vizela-Benfica em vídeo]

A noite estava fresca (uma expressão simpática perante todos os agasalhos entre cachecóis, luvas e gorros que se viam nas bancadas), a entrada do Benfica foi demasiado fria, o resultado tornou-se gelado – até porque nunca os encarnados tinham sofrido um golo tão rápido de uma equipa do terceiro escalão. Grimaldo, com dois livres diretos que passaram perto da baliza de Cajó, quis dar o exemplo para a retoma mas era o Vizela que continuava a brilhar nas transições rápidas, que colocaram de novo Samu e Diogo Ribeiro a criar perigo junto da baliza de Zlobin. E foi assim até aos 26′, altura em que Ericson começou a quebrar o sonho dos visitados: já com um amarelo, teve uma entrada despropositada sobre Pizzi, foi expulso por acumulação e deixou a equipa entregue ao destino.

O encontro tornou-se de sentido quase único à exceção de uma única investida do Vizela poucos momentos depois do vermelho a Ericson mas, tirando dois movimentos de Raúl de Tomás na área com remates ao lado, o Benfica foi tendo muitas dificuldades para criar oportunidades junto da baliza contrária e Lage lançou Carlos Vinícius ao intervalo para o lugar de Samaris, recuando Chiquinho para a posição ‘8’ com Gabriel (já amarelado) a servir de elo de ligação na primeira fase de construção. Ainda assim, a inspiração era pouca ou nenhuma perante uma equipa que fazia de qualquer bola a última como se não houvesse amanhã – e mantendo o perigo longe da sua área.

Bruno Lage lançou Caio Lucas no lugar de Gabriel e já andava quase na linha do meio-campo a dar instruções a uma equipa que continuava perdida em campo apesar de estar em superioridade numérica. Os minutos passavam, passavam e passavam. Sem que o Benfica criasse oportunidades flagrantes, sem que o Benfica conseguisse anular uma perigosa desvantagem frente a um adversário que começava a vacilar em termos físicos mas parecia encontrar sempre forças para defender bem e contra-atacar ainda melhor. E foi preciso a qualidade individual vir ao de cima para o coletivo respirar fundo: após uma grande jogada de Jota na direita, Raúl de Tomás só teve de encostar na pequena área para o empate quando faltavam 20 minutos para o final do encontro.

O empate acabou por quebrar no plano anímico uma formação que já tinha dado tudo em termos físicos. Grimaldo, num remate fora da área mesmo a escorregar, acertou na trave (72′) antes de Cajó ter a grande defesa da noite a um cabeceamento de Vinícius isolado na área (79′). Parecia inevitável a reviravolta encarnada e o 2-1 acabou mesmo por surgir a quatro minutos do final, com Vinícius a receber o passe de Caio Lucas nas costas da defesa do Vizela para quebrar de vez a boa réplica dos visitados. O Benfica venceu, muito longe de convencer. E a exibição ficou como um aviso para tudo aquilo que não pode acontecer em Leipzig, na quarta-feira. Mas contra a equipa que se tornou conhecida pelo atual “Dono Disto Tudo”, RDT abriu o palco para o herói do costume voltar a aparecer.

Recomendamos

A página está a demorar muito tempo.