A equipa da Red Bull que milita na Fórmula 1 (F1) é conhecida por conceber chassis particularmente eficazes e por os seus mecânicos conseguirem trocar os quatro pneus de um F1 no mínimo tempo possível. No último Grande Prémio (GP), disputado no Brasil, bateram o recorde, ao trocar os quatro pneus do carro de Verstappen, que acabaria por vencer a corrida, em somente 1,82 segundos. Posto isto, a equipa decidiu desafiar os seus técnicos para ver até que ponto eles conseguiriam repetir a manobra com gravidade zero.

Não é esta a primeira vez que a Aston Martin Red Bull Racing se envolve em acções promocionais tão irreverentes quanto loucas nos intervalos entre os GP do campeonato, pois já rodou com um F1 sobre gelo e sobre a areia do deserto, nas profundidades das margens do Mar Morto e na altitude dos Himalaias. Desta vez, a opção foi meter toda a equipa e um F1 (um velho modelo de 2005) num avião de carga russo, um Ilyushin IL-76 MDK de 1974, hoje utilizado para permitir a turistas experiências em gravidade zero.

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Os 16 elementos da equipa frequentaram um curso acelerado de cosmonauta, proporcionado pela empresa russa, tal como a equipa de vídeo que registou o evento. O voo consiste em fazer com que o avião desenhe uma parábola no ar, ganhando altitude de forma rápida, para depois cortar repentinamente potência nos motores e lentamente estabilizar antes de voltar a descer. É neste período de 22 segundos, no caso do antigo avião soviético, que dentro do enorme compartimento de carga, com 20 metros de comprimento e 3,4 m tanto de largura como de altura, se sente uma quase total ausência de peso, compatível com gravidade zero (ou quase). A operação é depois repetida tantas vezes quanto necessário.

Não foi anunciado o tempo necessário para equipa trocar de pneus a 30.000 pés de altitude, cerca de 9.000 metros. Mas com todo aquele atirar de um lado para o outro das pistolas pneumáticas, uns mecânicos presos ao “chão” do avião e outros ao “tecto”, estão longe de fornecer as condições ideais para realizar rapidamente a manobra, sendo que apenas dispunham de 22 segundos de cada vez. A tarefa mais difícil deveria ser a dos técnicos com os pés fixos ao topo de compartimento de carga, o que os obrigava a estar literalmente a mudar os pneus de cabeça para baixo. Mesmo se, nesse instante, tanto eles como os pneus que manuseavam pesassem praticamente zero.