“Ele vai ter outro cuidado a usar as redes sociais. Se o castigo ajuda a tornar a nossa sociedade melhor, tenho a certeza que o Bernardo vai aceitar. Agora, ele não é nada do que foi acusado”. Os dias vão passando mas o castigo de um jogo aplicado ao internacional português pelo alegado tweet racista com o amigo Mendy ainda é motivo de conversa, sempre numa perspetiva de condenação da medida tomada pela FA. O certo é que aquilo que começou como uma brincadeira tirou mesmo o esquerdino da receção do Manchester City ao Chelsea. E acabou por ser o substituto na equipa inicial, Mahrez, a decidir um encontro que só teve golos na primeira parte (2-1).

Os visitados não demoraram a tentar assumir o jogo mas o Chelsea teve uma boa entrada, com uma organização coletiva solidária e uma capacidade invulgar no Etihad Stadium de conseguir colocar o City a correr atrás da bola e não o contrário. E foi mesmo num desses lances com maior verticalidade que a formação de Frank Lampard chegou à vantagem, com Kanté, o médio altruísta que joga para e pelos outros sempre a sorrir, a receber o passe de Kovacic e a rematar enrolado na área pressionado por Mendy que tentava fazer a “dobra” a Fernandinho (21′).

Sem margem de erro depois da derrota frente ao Liverpool em Anfield que colocou a diferença para o primeiro lugar em nove pontos (12 depois da vitória dos reds frente ao Crystal Palace esta tarde), a equipa de Guardiola teve dificuldades em reagir ao golo sofrido mas conseguiu chegar ao empate numa altura em que o Chelsea estava por cima – e conseguiu uma série de passes seguidos a circular a bola já no meio-campo contrário, até Jorginho ter falhado no corredor central e o ataque rápido do City terminar com um golo muito afortunado de Kevin De Bruyne, o senhor assistências que se aventurou na frente e contou ainda com o desvio infeliz de Zouma (29′).

Voltava tudo à estaca zero (ou um) mas com as duas equipas em contextos diferentes, como se perceberia até ao intervalo: os visitados aproveitaram o ascendente no encontro para empurrarem os blues para o seu meio-campo, conseguiram a reviravolta com um grande golo de pé esquerdo de Mahrez num trabalho individual de fora para dentro em diagonal e ainda tiveram um remate à trave por Kun Agüero, no seguimento de um erro de Kepa a sair a jogar com os pés (e com Mahrez a não conseguir fazer depois a recarga perante a atrapalhação geral).

O segundo tempo acabou por ser um jogo com pouca baliza e ainda menos oportunidades, a não ser um golo de Sterling já em período de descontos que acabou anulado por uma questão de centímetros. Ainda assim, o City ganhou mesmo e subiu ao terceiro lugar, a um ponto do surpreendente Leicester.

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