Os agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lisboa não recebem o suplemento por serviços prestados ao Instituto Nacional de Emergência Médica desde julho (INEM) e estão desconfortáveis face à situação diferente da Guarda Nacional Republicana (GNR).

“O que acontece é que os elementos que fazem serviço na central 112 do INEM […] costumam ter atrasos no pagamento do suplemento. Começa a ser frequente”, disse à Rádio Observador Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia.

A situação é agravada pelo facto de a PSP ser a única força policial com pagamentos em falta, uma vez que os profissionais da GNR, que prestam a mesma missão ao INEM, têm os subsídios normalizados. Paulo Cordeiro acrescenta que “já aconteceu o contrário, mas acontece mais vezes com a PSP”, o que considera “incompreensível”.

Segundo Paulo Rodrigues, já foi feito o pedido à direção nacional da polícia para que se normalize a situação. “Mas aquilo que nos dizem é que não é o mesmo organismo a fazer o pagamento. No entanto, independentemente disso, sabemos que é o meio que tem a responsabilidade e que o importante não é de quem é a responsabilidade, é chegado o final do mês ter a certeza que [os agentes] recebem aquilo a que têm direito, incluindo os suplementos daquele trabalho e missão específica”. Os valores em questão serão de cerca de 100 euros por agente, não sabendo o presidente do sindicato precisar o valor total.

“Hoje [segunda-feira] ainda não contactámos [o Ministério da Administração Interna], vamos fazê-lo, mas já os contactámos noutras alturas e já falámos destas matérias algumas vezes, não só com o Ministério, mas também com a direção nacional da PSP”, disse à Rádio Observador, sublinhando não saber quando será pago o valor em atraso.