Maurice Robinson, conhecido por Mo, admitiu esta segunda-feira em tribunal ter participado num esquema para auxiliar a imigração ilegal, avança a Sky News. O motorista do camião onde foram encontrados 39 migrantes mortos, em Essex, no Reino Unido, no final de outubro, está ainda a ser acusado de homicídio.

Na sessão desta segunda-feira no tribunal criminal de Londres, onde Robinson participou por videoconferência a partir da prisão de Belmarsh, no sul de Londres, o irlandês de 25 anos declarou ter participado num esquema que possibilitou a entrada ilegal de imigrantes no Reino Unido entre 1 de maio de 2018 e 24 de 2019.

O motorista confessou também ter participado em atividades criminosas por “dinheiro”, nas mesmas datas. Os 39 crimes de homicídio de que está a ser acusado não foram abordados na audição.

No final de outubro passado, 39 pessoas (31 homens e oito mulheres) foram encontradas mortas dentro do atrelado frigorífico de um camião num parque industrial em Essex, no Reino Unido. Entre as vítimas mortais, posteriormente identificadas como vietnamitas, contava-se um adolescente de 15 anos.

Mo Robinson,  natural da Irlanda do Norte, foi detido pouco depois de as autoridades chegarem ao parque industrial de Waterglade, na cidade de cerca de 30 quilómetros a leste de Londres. Robinson fará parte de um esquema global de tráfico de seres humanos. O camião chegou de ao porto de Purfleet, no rio Tamisa, proveniente de Zeebrugge, na Bélgica.

As vítimas ainda não foram identificadas oficialmente, enquanto aguardam os resultados dos testes de ADN.

No domingo, um outro cidadão da Irlanda do Norte foi acusado de tráfico de pessoas por estar relacionado com o mesmo caso. Christopher Kennedy, de 23 anos, natural de Darkley, no condado de Armagh, foi detido na passada sexta-feira por ter participado no transporte ilegal de pessoas e por infringir a legislação de imigração britânica.

Foi ainda emitido um mandado de captura e extradição contra Eamonn Harrison, de 22 anos, que se encontra na República da Irlanda e que se acredita que esteja envolvido no caso. A polícia britânica instou também os irmãos Ronan e Christopher Hughes a se entregarem como suspeitos de homicídio e tráfico de seres humanos.

Artigo atualizado às 11h47