O presidente da Câmara do Porto não se compromete com uma data para a conclusão das obras no Mercado do Bolhão.“A obra estará pronta quando os empreiteiros a acabarem”, afirmou Rui Moreira, recusando-se a dizer quando terminará a obra iniciada em maio de 2018 e com uma previsão de dois anos.

Uma coisa foi confirmada pelo edil: os “os atrasos não justificados serão faturados”.

“Hoje nenhum presidente de Câmara, nenhum membro do Governo, nenhum administrador de uma empresa pública ou privada pode dar garantias relativamente à conclusão de uma obra. Eu isso não faço, nunca fiz, não fiz no princípio, agora não vou fazer”, afirmou o autarca.

Em resposta, Odete Patrício considerou “inaceitável” que não se saiba a data de conclusão da obra em causa, argumentando que “se o processo for perfeito, se todas os passos foram dados, se está tudo devidamente a ser comprido, não compreendo que não se possa saber qual é o atraso previsível da obra.”

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Segundo o contrato público, está previsto que a obra termine a 31 de maio de 2020, mas Pedro Baganha, vereador do Urbanismo do município do Porto, diz ser “impossível” avançar uma data concreta e critica o discurso da representante do PS.

O que está a dizer é absurdo. Há circunstâncias numa obra que são impossíveis de prever à partida que influenciam o prazo de uma obra. Quantas obras privadas é que quer que derraparam e que não estão prontas? (…) É absolutamente absurdo dizer porque há um contrato assinado, é possível dizer que a obra termina a 31 de maio de 2020, no dia 10 de julho de 2020 ou no dia 01 de janeiro de 2021. É impossível.”

Odete Patrício diz não compreender a ausência de resposta por parte da autarquia e propõe, por um lado, uma revisão do planeamento e, por outro, que a vereação seja informada à medida que a obra avance.

O que é absurdo é que não haja uma revisão do planeamento e que não se saiba qual é a nova data. (…) não consigo compreender como é que face a dificuldades que a obra tenha, que desconheço, que o executivo diga que não sabe, que não faz ideia. Isso eu não acho aceitável.”

A obra está a ser gerida pela empresa municipal Go Porto e o presidente da autarquia garante que o espaço não será privatizado nem concessionado no futuro, no entanto diz não se responsabilizar pelo fim de obras.“Nós sabemos que começamos a obra, sabemos que ela foi adjudicada, sabemos quem fez o projeto e como é que foi feito, sabemos isso tudo, mas já o disse muitas vezes, eu não me responsabilizo por fim de obras.

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