«Vontade, escolha, decisão». É do latim que deriva a origem da palavra que hoje todos conhecem, mais precisamente do termo voluntatis, mas a história do voluntariado vem ainda mais de trás. Não só se confunde com a própria história da Humanidade, como anda de mãos dadas com a mesma. Afinal, oferecer a ajuda e o tempo de livre vontade e de forma gratuita, faz parte da génese humana. Nas suas complexas variantes. Quer se trate de oferecer uma sopa quente, cuidar de acamados, dar um abraço ou simplesmente conversar, entre outros casos.

Hoje em dia, com outro impacto e dimensão mundiais, e apoiado em valores como os de altruísmo, cidadania atenta e ativa, responsabilidade social e de solidariedade, o voluntariado tem crescido a olhos vistos. Não só a União Europeia declarou 2011 como o Ano Europeu do Voluntariado, em homenagem aos cerca de 140 milhões de voluntários que se estima existirem a uma escala global, como tem também direito ao seu Dia Internacional, que se aproxima a passos largos e se celebra anualmente a 5 de dezembro.

Números portugueses abaixo dos da UE

Em Portugal, a prática de estender a mão a quem precise teve um grande crescimento no século XV, por motivos religiosos e com o aparecimento das Santas Casas de Misericórdia, apontam alguns estudiosos. Recentemente, a atividade foi avaliada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que mediu a temperatura ao panorama atual do voluntariado nacional. Em 2018, cerca de 700 mil pessoas participaram em atividades desta índole, quer se trate do chamado voluntariado formal – inserido numa organização ou grupo – ou informal – mais ligado a uma dinâmica interpessoal. Feitas as contas, os portugueses dedicaram, no ano passado, 263 milhões de horas a causas solidárias.

À primeira vista, os números podem parecer gordos e satisfatórios, mas ainda estão, infelizmente, muito aquém do que se pratica no resto da Europa. A média portuguesa fixa-se nos 6,4% de voluntários, enquanto que o valor sobe para os 19,3% no Velho Continente. Na verdade, o INE adianta que apenas a Roménia e a Bulgária têm taxas de participação mais baixas do que a nossa. O mesmo estudo indicava que, no geral, há mais mulheres do que homens a praticar voluntariado, e que os mais ativos são os jovens entre os 15 e os 24 anos, e os adultos entre 25 e 44 anos.

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Uma atividade que carrega vários benefícios pessoais

Apesar disso, são vários os estudos que têm vindo a divulgar, ao longo dos últimos tempos, as diversas mais-valias que o voluntariado traz para qualquer pessoa, independentemente de género e faixa etária. Um artigo publicado pela Faculdade de Medicina de Harvard mostrava ligações diretas entre voluntariado e bem-estar e felicidade, para além de ajudar a desenvolver a paciência e a fortalecer relações humanas, no geral.

Se focarmos atenções nos mais novos, também vemos benefícios. Um estudo da Universidade de Minnesota associou o voluntariado a notas mais altas, maior confiança académica, desenvolvimento de pensamento crítico mais profundo e de ferramentas para resolução de problemas. Mas há mais. A revista médica norte-americana «BMG Open» divulgou uma investigação que concluiu que voluntários adultos, com mais de 40 anos, têm, no geral, melhor saúde mental e bem-estar do que os que não praticam esta atividade.

Ajudar o Banco do Bebé, com a ajuda do Observador

O maior benefício, diz quem o faz de forma regular e explica o senso comum, é saber que se está a ajudar a mudar a vida de alguém. E há mais uma razão para arregaçar mangas, em prol de uma causa nobre.

O Observador quer tornar o Natal que se aproxima ainda mais especial, e para todos, envolvendo clientes, leitores e ouvintes na iniciativa Observamos Boas Causas. O nobre objetivo é o de promover clientes que tenham projetos de solidariedade, destacando o trabalho que é feito o ano inteiro. Parte do dinheiro obtido nessa publicação reverte para uma instituição social, com a compra de bens e produtos necessários para a mesma. Neste caso, será o Banco do Bebé, uma associação de ajuda aos recém-nascidos, criada por voluntárias da Maternidade Alfredo da Costa, que já soma um percurso de duas décadas e meia.

Basta seguir o widget publicitário na homepage do Observador para chegar à página do Observamos Boas Causas, onde estarão as marcas que já contribuíram para a missão, o valor até aí angariado, depoimentos de figuras da nossa praça e artigos alusivos ao tema do voluntariado e da solidariedade. Também na rádio e nas redes sociais serão feitas campanhas de promoção, a pensar num melhor futuro para o Banco do Bebé e de muitas famílias com problemas económicos, sociais e de desenvolvimento.