A compra da histórica joalharia norte-americana Tiffany & Co por parte do grupo LVMH, anunciada na última segunda-feira, está a causar os seus efeitos. Um dia depois do anúncio, Bernard Arnault, CEO e presidente do maior grupo de luxo do mundo, sobe até ao segundo lugar da lista dos mais ricos do mundo, destronando Bill Gates, cofundador da Microsoft. No topo do pódio continua a estar Jeff Bezos, CEO da Amazon, cuja fortuna ultrapassa os 110 mil milhões de dólares, cerca de 100 mil milhões de euros.

Feitas as contas, o salto foi considerável. Arnault, representante de uma família que detém mais de 47% do grupo francês Moët Hennessy Louis Vuitton, já era o homem mais rico da Europa, com uma fortuna avaliada em 67,5 mil milhões de euros (dados em vigor em março deste ano). Com a transação de peso — o grupo desembolsou cerca de 15 mil milhões de euros para comprar a empresa conhecida pelo comércio de diamantes –, a fortuna (em termos líquido) do bilionário começou por crescer mais de 1%, logo na segunda-feira, e depois cerca de 3%, já esta terça. Segundo a Forbes, Bernard Arnault, de 70 anos, é agora dono de uma fortuna que ronda os 108 mil milhões de dólares, cerca de 98 mil milhões de euros.

A subida deixou para trás Bill Gates, cuja fortuna se fica pelos 107 mil milhões de dólares, cerca de 97 mil milhões de euros. Ainda assim, o bilionário de 64 anos, está confortavelmente posicionado no terceiro lugar. Abaixo dele, vem a fortuna do octagenário Warren Buffett, avaliada em 86 mil milhões de dólares, cerca de 78 mil milhões de euros. Em quinto, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook. Larry Ellison, da Oracle, e Amancio Ortega, o dono da Zara, ficam ambos abaixo da marca dos 70 mil milhões de dólares, cerca de 63 mil milhões de euros.