A 4 de dezembro haverá uma nova sessão de audições no âmbito do processo de impeachment a Donald Trump. A destituição forçada do presidente norte-americano está a ser avaliada por suspeitas de prática de “altos crimes e delitos graves”por Trump, na sua conduta enquanto presidente dos Estados Unidos.

Depois das primeiras audiências promovidas pelos Serviços de Informação da Câmara dos Representantes, em que foram ouvidos William B. Taylor Jr. (alto membro da embaixada americana em Kiev), George P. Kent (alto funcionário do Departamento de Estado) e Marie L. Yovanovitch (antiga embaixadora dos EUA em Kiev), segue-se no início do próximo mês as primeiras audições promovidas pelo Comité para os Assuntos Judiciais, do mesmo órgão.

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Ainda não se sabe quem irá ser ouvido a 4 de dezembro. O Comité para os Assuntos Judiciais revelou apenas, através de uma assessora do Partido Democrata citada pela CNN, que o painel será de “testemunhas e especialistas” e irá discutir “a aplicação [ajustada ou não] do enquadramento constitucional de ‘altos crimes e delitos graves’ às alegações sérias sobre a conduta do Presidente”. Em suma, discutir-se-á se as suspeitas que incidem sobre a atuação de Trump podem ou não justificar legalmente e constitucionalmente a destituição forçada (impeachment) do Presidente.

Quer o Presidente quer a sua equipa de advogados foram convidados a participar na sessão, questionando as testemunhas que serão ouvidas, refere a CNN. O presidente do Comité para os Assuntos Judiciais da Câmara dos Representantes, o democrata Jerry Nadler, tenciona enviar uma carta para a Casa Branca notificando o presidente da sessão de audiências e alertando-o para a possibilidade da sua equipa de advogados questionar as testemunhas.

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Nos próximos dias, deverá também ser divulgado um relatório dando conta das principais conclusões das primeiras sessões de inquirição no âmbito do impeachment a Trump, que se realizaram no início deste mês.

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