Um grupo associado ao grupo jihadista Estado Islâmico reclamou esta quinta-feira a responsabilidade pelo embate entre dois helicópteros no Mali, que esta semana matou 13 militares franceses.

O comunicado do Estado Islâmico no Grande Saara (EIGS) surge quase três dias depois da colisão entre dois helicópteros que perseguiam alegados extremistas na fronteira do Mali com o Níger, na noite de segunda-feira.

As autoridades iniciaram, entretanto, uma investigação à causa do embate.

Esta quinta-feira, o Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu que a presença de França no Mali é importante, mas referiu que o Palácio do Eliseu irá olhar “para todas as opções estratégicas”.

“A nossa missão lá [Mali] é importante, ainda assim, o que estamos a viver no Sahel leva-nos a olhar para todas as opções estratégicas”, disse Macron aos jornalistas, em Paris.

O chefe de Estado francês acrescentou que o governo e as Forças Armadas do seu país irão abordar o assunto nas próximas semanas.

Durante esta semana, Macron defendeu a importância da Operação Barkhane, a missão das Forças Armadas francesas no Mali, que conta com mais de 4.500 militares.

Uma homenagem pública aos 13 militares está marcada para segunda-feira, em Paris.

Entre os mortos estão seis oficiais, seis suboficiais e um cabo.

Este acidente eleva para 38 o número de soldados franceses mortos no Mali desde o início da intervenção francesa neste país do Sahel em 2013.