A direção do Livre reagiu ao anúncio de saída do ex-candidato do partido em Setúbal, Miguel Dias, referindo que fica “com alguma pena” mas que esta é uma “decisão pessoal” e que “é natural que as pessoas se desvinculem do partido”.

Em declarações à TSF, o porta-voz da direção do Livre, Pedro Nuno Rodrigues, disse ainda que o partido não vai comentar mais este assunto ou outras polémicas, mantendo assim o blackout mediático da direção do Livre após o estalar da polémica com a deputada Joacine Katar Moreira e a sua abstenção numa votação condenatória das ações militares de Israel na Faixa de Gaza. “Não vamos continuar a alimentar polémicas, portanto, não vamos comentar qualquer caso que seja considerado uma polémica”, disse.

“O grupo de contacto pode apenas agradecer ao Miguel toda a dedicação que deu nos últimos seis anos ao Livre. Foi uma das pessoas mais importantes na dinamização do núcleo do Livre em Setúbal”, acrescentou o porta-voz.

A demissão de Miguel Dias foi anunciada pelo próprio no Twitter. Naquela rede social, referiu que “não foi uma decisão fácil nem leviana” e que a sua saída não se deve ao conteúdo (“os meus valores ideológicos e as ideias políticas continuam a condizer em larga medida com o defendido [pelo] partido”, disse) mas “antes [a] uma questão de forma e de postura política na qual não me revejo”.

Contactado pelo Observador, Miguel Dias não quis prestar mais esclarecimentos sobre este assunto.