A qualificação portuguesa complicou tudo: se a Seleção Nacional se tivesse apurado à frente da Ucrânia, no seu grupo de apuramento para o Europeu 2020, poderia ter ficado no pote dos ucranianos — que vão defrontar apenas uma potência e não duas, enfrentando também uma Seleção teoricamente mais acessível, a austríaca.

Os “ses” começam agora a surgir na cabeça dos adeptos de futebol portugueses e até a fase de qualificação, festejada há duas semanas como mais um feito dos vencedores do Europeu 2016 e da Liga das Nações, começa a ser vista com outros olhos. Tudo porque no sorteio para o Euro 2020 que decorreu este sábado em Bucareste, a Seleção Nacional ficou com “a fava” ao calhar no grupo da morte, com França e Alemanha. O azar português foi confirmado por Fernando Santos, que sem pessimismo não deixou de distinguir o Portugal-candidato da Alemanha-e-França-favoritas. Curiosamente, antes do sorteio colocar as equipas no mesmo grupo, o Selecionador alemão Joachim Low tinha enunciado a sua lista de favoritos ao Mundial e não estava lá nem Portugal nem a equipa que orienta — mas estava a Seleção Francesa.

Portugal, France AND Germany

That moment when Portugal, France & Germany are drawn in the same group ????#EURO2020

Posted by UEFA EURO 2020 on Saturday, November 30, 2019

Todas as outras Seleções consideradas candidatas à vitória podem sorrir com o que o sorteio ditou este sábado. A Itália, que poderia ter a missão mais difícil a nível de deslocações por ir disputar uma partida a Baku, no longínquo Azerbeijão, enfrentará Suíça, Turquia e País de Gales — seleções teoricamente com menos argumentos. Os outros candidatos, que são a Inglaterra, Espanha, Bélgica e Holanda, salvo grandes surpresas estarão por ora a pensar mais na hipótese de se apurarem no primeiro lugar dos seus grupos do que com preocupados com a hipótese de se qualificarem ou não para a fase seguinte.

Grupo A: Itália em Baku, mas com o primeiro lugar na mira

É um dos grupos que já está fechado, com jogos em Baku e Roma. A Seleção Italiana, fruto de um bom trabalho no apuramento (ficou em primeiro lugar do seu grupo mas, mais do que isso, conseguiu dez vitórias em dez jogos), jogará duas partidas em casa e uma no Azerbeijão. É orientada pelo experiente selecionador italiano Roberto Mancini — três Serie A e uma Premier League no currículo, entre outros títulos, com passagens pelo Inter de Milão e Manchester City — e tem entre os seus jogadores-chave o defesa Leonardo Bonucci (Juventus) e os médios Jorginho (Chelsea) e Verratti (PSG). No ataque, sem nenhum craque internacional de renome, tem opções como Lorenzo Insigne (Nápoles), Bernardeschi (Juventus), Ciro Immobile (Lazio) e Andrea Belotti (Torino).

O médio Marco Verrati é uma das referências da Seleção Italiana (@ Marco Canoniero/LightRocket via Getty Images)

Pela frente, a Seleção Italiana terá a congénere da Turquia, que ficou a apenas dois pontos da Seleção Francesa na fase de qualificação. Liderada pelo selecionador Senol Gunes, fez do coletivo solidário e não das individualidades o trunfo para o bom desempenho na fase de apuramento. Mehri Demiral, ex-jogador do Sporting que tem tido pouca utilização na Juventus de Maurizio Sarri, é um dos jogadores que mais contribuíram para o sucesso no apuramento. Burak Ylmaz (Besiktas), Cenk Tosun (joga no Everton de Marco Silva) e Cengiz Under (Roma) são alguns dos outros jogadores do conjunto, que tem como referência Hakan Çalhanoglu, criativo do A. C. Milan.

Se a Seleção Italiana estiver ao nível a que esteve na fase de qualificação, a luta no grupo A será pela segunda posição, que também dá apuramento. Aí, a Seleção da Turquia terá um forte oponente na Seleção da Suíça. Orientada pelo treinador turco Vladimir Petkovic, a equipa que representa o futebol turco venceu o seu grupo na fase de qualificação, com mais um ponto do que a Seleção da Dinamarca. Entre os seus jogadores mais reputados estão Ricardo Rodriguez (defesa-lateral esquerdo do Milan), Denis Zakaria (médio do Borussia M’gladbach) e sobretudo o médio do Arsenal Granit Xhaka, grande figura da equipa. No ataque está um jogador conhecido dos seguidores do futebol português: o avançado do Benfica Haris Seferovic.

A fechar o grupo está o País de Gales, orientado pelo antigo futebolista do Manchester United, Ryan Giggs. Apesar de ser outsider, também poderá ter uma palavra a dizer, sobretudo pela organização de Joe Allen (médio do Stoke City) e pelo poder ofensivo conferido pelo médio Aaron Ramsey (Juventus) na criação de jogo e na definição dos lances pela dupla Gareth Bale-Harry Wilsson. O primeiro é a grande estrela do conjunto e joga no Real Madrid, o segundo está a fazer uma boa época no Bournemouth, emprestado pelo Liverpool.

Grupo B: Bélgica, favorita, ao ritmo de De Bruyne e Hazard

A favorita do grupo é a Bélgica. A Seleção orientada por Roberto Martinez, que antes destacou-se como treinador na Premier League inglesa, conseguiu dez vitórias em outras tantos jogos na fase de qualificação e tal como a Itália é uma das candidatas à vitória. As soluções são muitas, da baliza ao ataque: a defender as redes está Thibaut Cortois, guarda-redes do Real Madrid; na defesa há a consistência trazida pela dupla do Tottenham, agora orientada por José Mourinho, Toby Alderweireld e Jan Vertonghen, e a dinâmica de Meunier (PSG); no meio-campo, Kevin de Bruyne (médio completo do Manchester City) dita o ritmo de jogo e a criatividade de Youri Tielemans (Leicester) faz a diferença; e no ataque há magia com Mertens (Nápoles) e sobretudo com Eden Hazard (Real Madrid) e golos com Batshuayi (Chelsea) e Lukaku (Inter).

Eden Hazard, um pequeno grande jogador em quem os belgas depositam as suas esperanças (@ Vincent Van Doornick/Isosport/MB Media/Getty Images)

No grupo da Bélgica está a Seleção da Rússia. Curiosamente, as duas já se tinham enfrentado na fase de qualificação: estavam no mesmo grupo e a equipa russa conseguiu oito vitórias em dois jogos, perdendo pontos apenas — por duas vezes e com duas derrotas — frente ao conjunto belga. Sem as soluções individuais de grande nível do seu período áureo, tem ainda assim individualidades como Mário Fernandes (CSKA) na defesa, Aleksandr Golovin (Monaco) no meio-campo, Denis Cheryshev (Valência) a agitar o ataque pelas alas e Artyom Dzuyba (Zenit) no ataque. Também os irmãos Aleksey e Anton Miranchuk, que jogam juntos no Lokomotiv de Moscovo, podem criar problemas aos adversários.

Partindo teoricamente atrás, fruto da prestação pouco entusiasmante na fase de apuramento, a Seleção da Dinamarca é orientada por Age Hareide e tem valores individuais que pedem um maior rendimento do conjunto. Com jogadores como Kasper Schmeichel (Leicester City) — guarda-redes filho do lendário Peter Schmeichel —, Simon Kjaer (Sevilha), Andreas Christensen (Chelsea), Lasse Schone (Ajax), Thomas Delaney (Borussia Dortmund), Yussuf Poulsen (Leipzig), Kasper Dolberg (Nice) e sobretudo Christian Eriksen (Tottenham), o conjunto tem legítimas aspirações a apurar-se e a ficar à frente da Seleção da Rússia.

É o “patinho feio” do grupo mas a Seleção da Finlândia não deixou de surpreender na fase de qualificação, ao apurar-se deixando para trás a Seleção da Grécia. Lukas Hrádecký (guarda-redes do Bayer Leverkusen) e o avançado do Norwich City Teemu Pukki são dois dos jogadores mais reputados de um conjunto sem grandes estrelas. O treinador é o finlandês Markku Kanerva.

Grupo C: Do perfume holandês aos talentos da Ucrânia 

Já não é a famosa “Laranja Mecânica”, mas continua a ter jogadores que justificam o estatuto de Seleção candidata à vitória. A equipa que representa a Holanda apurou-se em segundo lugar na fase de qualificação, vencendo seis jogos e perdendo duas partidas em que defrontou uma das favoritas à vitória no Euro 2020, a Alemanha. O Selecionador é Ronald Koeman, treinador que passou pelo futebol português (pelo Benfica), e os craques são os defesas Virgil van Dijk (Liverpool) e Matthijs de Ligt (Juventus), os médios Gini Wijnaldum (Liverpool) e Frenkie de Jong (Barcelona) e o extremo Memphis Depay (Lion). Avançados ao nível de Van Basten e Ruud Gullit, é mais difícil encontrar.

Inicialmente surgia como outsider, mas a excelente prestação na fase de qualificação — ficou à frente de Portugal — colocou a Seleção da Ucrânia como um adversário a que é preciso estar atento, apesar de ser o primeiro classificado da fase de grupos teoricamente mais apetecível para quem ficou atrás. O defesa (também pode jogar mais adiantado) Oleksandr Zinchenko (Manchester City), o médio Ruslan Malinovskyi (Atalanta), o extremo Viktor Tsygankov (Dínamo Kiev) e os atacantes Andriy Yarmolenko (West Ham) e Roman Yaremchuk (Gent) são as grandes referências. O Selecionador é o antigo avançado ucraniano
Andriy Shevchenko.

Andriy Yarmolenko seguido de perto pelo português Gonçalo Guedes, em jogo da fase de qualificação para o Europeu 2020 (@ SOPA Images/LightRocket via Gett)

Quem também terá ambições — mesmo que com menos argumentos — para se qualificar é a Seleção austríaca. A missão é espinhosa e só com grandes desempenhos coletivos será possível superar os dois adversários mais reputados, Holanda e Ucrânia. Aleks Dragovic (Bayer Leverkusen), David Alaba (Bayern Munique), Valentino Lázaro (Inter) e Marcel Sabitzer (Leipzig) são alguns dos maiores destaques individuais da Seleção orientada por Franco Foda.

A fechar o grupo poderão estar cinco equipas. Se a Roménia vencer o playoff que disputa para se apurar para o Europa, será esta a Seleção deste grupo, por ter direito a jogar duas partidas em casa (o grupo C tem jogos em Bucareste). Se a Roménia não se apurar para o Europeu, o quarto elemento do grupo resultará do playoff entre  Geórgia, Bielorrúsia, Macedónia do Norte e Kosovo.

Grupo D: Inglaterra ao ataque e uma Croácia com coração saudável

Neste grupo há duas Seleções teoricamente bastante mais fortes do que os adversários que vão enfrentar. A primeira é a Inglaterra. Orientada por Gareth Southgate, a equipa inglesa que pretende apurar-se para a final em Wembley (a meiafinal será ali disputada), fará da força na defesa e do talento no ataque as suas armas. Os desequilíbrios de Raheem Sterling (Manchester City) e o instinto matador de Harry Kane (Tottenham) e Marcus Rashford (Manchester United) fazem adivinhar golos e boas prestações ofensivas.

A irreverência e velocidade de Raheem Sterling são trunfos da Seleção Inglesa orientada por Gareth Southgate (@ Steven Paston/PA Images via Getty Images)

Os ingleses, no entanto, terão de enfrentar uma Seleção Croata que no último Europeu vendeu cara a vitória ao vencedor da competição, Portugal. Tal como a Inglaterra, a Croácia venceu o seu grupo. É orientada por Zlatko Dalic e é sobretudo no meio-campo, o coração de uma equipa, que tem muitas soluções: Ivan Rakitic (Barcelona), Marcelo Brozović (Inter), Luka Modric (Real Madrid), Mateo Kovacic (Chelsea) e até Milan Badelj (Lazio) devem dar dores de cabeça a Dalic no momento de escolher os titulares. Para a defesa existem soluções como Dejan Lovren (Liverpool) e Domagoj Vida (Besiktas) e no ataque, não havendo nenhum craque óbvio, Ivan Perisic (Bayern, emprestado pelo Inter), Josip Brekalo (Wolfsburg), Ante Rebic (Milan, emprestado pelo Eintracht Frankfurt) e Andrej Kramaric (Hoffenheim) podem por defesas em sentido.

Com menos argumentos, pelo menos no plano teórico, a República Checa fez menos seis pontos em oito jogos do que a Seleção Inglesa, que reencontrará no grupo D do Europeu 2020. O Selecionador é o checo Jaroslav Silhavy e os jogadores de maior renome serão o guarda-redes Tomás Vaclík (Sevilha), os defesas Pavel Kaderábek (Hoffenheim) e Gebre Selassie (Werder Bremen), os médios Jakub Jankto (Sampdoria) e Vladimir Darida (Hertha) e o avançado Patrik Schick (Leipzig, emprestado pela Roma).

Por encontrar está a última Seleção do grupo, que resultará de um playoff entre Escócia, Noruega, Sérvia e Israel.

Grupo E: Espanha favorita, mas cuidado com Szczesny, Lewandowski e Milik 

Já era uma das grandes favoritas à conquista do Europeu, mas com a contratação do Selecionador Luís Enrique, antigo treinador do Barcelona, as expectativas estão ainda mais altas. A Seleção Espanhola já teve o seu período áureo — coincidiu com a passagem de Guardiola pelo Barcelona e com os momentos áureos de Xavi e Iniesta —, mas continua a ter um conjunto muito forte de jogadores. O capitão Sergio Ramos (Real Madrid) e os colegas Jordi Alba (Barcelona), Sergio Busquets (Barcelona), Rodri Hernández (Manchester City), Saúl Ñíguez (Atlético Madrid), Álvaro Morata (Atlético Madrid), Paco Alcácer (Borussia Dortmund) e companhia impõem respeito aos outros candidatos.

O capitão Sérgio Ramos vai tentar levar a Seleção Espanhola até à vitória no Euro 2020 (@ AFP/Getty Images)

Com esperanças de se apurar, a Suécia reencontrará a Espanha — com quem se cruzou na fase de apuramento para o torneio — mas terá no segundo lugar a sua esperança mais realista. Com o sueco Janne Andersson como Selecionador, já não tem o craque Zlatan Ibrahimovic e viu a geração sueca que conquistou o Europeu sub-21 não confirmar inteiramente as expectativas que recaíam sobre si. Ainda assim, Victor Lindelof (Manchester United), Emil Forsberg (Leipzig), Albin Ekdal (Sampdoria) e Robin Quaison (Mainz) podem ajudar a formar uma equipa competitiva.

A Seleção Polaca, contudo, tem também o apuramento na mira e não terá argumentos (pelo menos) inferiores aos da rival sueca. O Selecionador é
Jerzy Brzeczek. São liderados desde trás pelo guarda-redes Wojciech Szczesny (colega de Cristiano Ronaldo na Juventus) e pelo defesa Kamil Glik (Monaco). O meio-campo, combativo, tem como “tampão” o médio-defensivo Grzegorz Krychowiak e como elemento de maior destaque na construção ofensiva Piotr Zielinski, responsável por gerir o ritmo de jogo do conjunto da Polónia. É no ataque, contudo, que as opções impressionam: Krzysztof Piatek (Milan) tem potencial, Arkadiusz Milik (Nápoles) dá rendimento e Robert Lewandowski (Bayern Munique) é um dos melhores avançados do mundo. Venham os golos.

A fechar o grupo estará o vencedor do playoff que será disputado por Bósnia e Herzegovina, Irlanda do Norte, Eslováquia e República da Irlanda.

Grupo F: como um campeão europeu pode partir na terceira posição

A fase de qualificação da Seleção Nacional não foi perfeita e o segundo lugar atrás da congénere ucraniana confirma-o. A consistência defensiva e pragmatismo nas grandes competições do conjunto português, contudo, podem fazer o “candidato” eliminar os “favoritos”, como os definiu Fernando Santos, logo nesta fase de grupos. Resta a dúvida: que Portugal aparecerá, o da fase a eliminar do Euro 2016 (já depois de uma fase de grupos “poucochinha”) e o da Liga das Nações conquistada ou o que foi eliminado pelo Uruguai no Mundial 2018? Na baliza, Rui Patrício é experiente e tem queda para os penáltis. A geração de laterais (Nélson Semedo, Ricardo Pereira, João Cancelo, Raphael Guerreiro) é provavelmente a melhor de sempre. Rúben Dias vai crescendo ao lado do “patrão” Pepe, embora não se vislumbrem grandes alternativas à dupla (apesar da solidez passada de José Fonte, a que nível estará no próximo verão?). Para dar equilíbrio no meio-campo Fernando Santos terá dores de cabeça com William Carvalho, Danilo Pereira, Rúben Neves e João Moutinho. Na criação, desequilíbrios e finalização, Portugal tem magia “escola 10” com Bernardo Silva (sobretudo Bernardo Silva), Bruno Fernandes e Pizzi e tem Rafa, João Félix, Gonçalo Guedes (e ainda Gelson Martins, Bruma, Diogo Jota e Podence…) para acelerarem no último terço e desequilibrarem. Existem ainda finalizadores (Gonçalo Paciência e André Silva aparentemente à frente de Éder) e existe, acima de tudo e todos, o capitão que já é lenda Cristiano Ronaldo. Com uma equipa destas e sobretudo com um Selecionador matreiro, bater Portugal nunca será fácil.

Cristiano Ronaldo, o jogador que participou em mais Campeonatos da Europa na história do futebol (@ AFP via Getty Images)

A Seleção Francesa aparecerá em Budapeste e Munique com vontade de passar a fase de grupos, mas também com vontade de conquistar um Europeu que em 2016 lhe fugiu graças àquele pontapé do meio da rua de Éder. Liderada pelo Selecionador Didier Deschamps, têm soluções individuais que lhe permitiram conquistar um Mundial de futebol há dois anos: para a baliza Hugo Lloris, para a defesa Raphael Varane, para o meio-campo Paul Pogba, para o ataque Antoine Griezmann e Kylian Mbappé. A Seleção Portuguesa tem apenas dois jogadores do nível dos maiores astros franceses — chamam-se Bernardo Silva e Cristiano Ronaldo — e portanto a Seleção Francesa é, como diz e bem Fernando Santos, favorita a passar o grupo e a vencer o Europeu. Mas, como lembrou logo a seguir o mesmo Fernando Santos, “não há vencedores antecipados” e a final de 2016 prova que não há impossíveis.

Igualmente forte, igualmente colocada no grupo da morte, a Seleção Alemã é poderosa. Não o será tanto como no auge histórico do seu futebol, que valeu o ditado “onze contra onze e no fim ganha a Alemanha”, mas Joachim Low é um Selecionador de grande experiência e Manuel Neuer (Bayern Munique), Joshua Kimmich (Bayern Munique), Toni Kroos (Real Madrid), Emre Can (Juventus), Ilkay Gundogan (Manchester City), Marco Reus (Borussia Dortmund) e Sèrge Gnabry (Bayern Munique) não têm apenas nomes difíceis de pronunciar, têm futebol para dar e vender.

Manuel Neuer, uma montanha que Portugal terá de ultrapassar (@ Simon Hofmann/Bongarts/Getty Images)

Quem será o sortudo-azarado que calhará neste grupo? Se o vencedor do playoff entre Islândia, Roménia, Bulgária e Hungria for qualquer equipa que não a Roménia, será esse conjunto a juntar-se a Alemanha, França e Portugal. Se o vencedor do playoff for a Roménia, que caso se apure irá para o grupo C jogar duas partidas em casa (Bucareste), a última Seleção do grupo será a que vencer o playoff disputado por Geórgia, Macedónia do Norte, Kosovo e Bielorrúsia.