Mais de uma dezena de câmaras municipais pediram aos agrupamentos escolares o nome dos auxiliares que fizeram greve na passada sexta-feira, noticia o Jornal de Notícias na edição desta segunda-feira. Entre estas conta-se a de Famalicão, que enviou um email a 16 diretores onde existe pessoal não-docente pago pela autarquia pedindo que identificassem logo que possível os funcionários que tinham aderido à paralisação “para comunicar aos recursos humanos”.

Na maioria das escolas, os coordenadores optaram por não responder à solicitação das autarquias. Muitos auxiliares foram, também, contactados pelos coordenadores dos agrupamentos onde trabalham, pedindo-lhes para irem trabalhar porque, se não o fizessem, as escolas seriam fechadas.

Segundo o Jornal de Notícias, a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais vai pedir, esta segunda-feira, esclarecimentos à Associação Nacional de Municípios e denunciar o caso à Inspeção-Geral da Educação por considerar que se trata de uma violação da Lei da Greve. “Pode ser entendido como uma forma de pressionar e de incutir o medo de represálias junto dos grevistas”, considerou Artur Sequeira, da federação.

Contactada pelo mesmo jornal, fonte da Câmara Municipal de Famalicão disse que a intenção era apenas tomar conhecimento do “número de funcionários que aderiram à greve para efeitos de diagnóstico”.

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais convocou, para sexta-feira passada, uma greve nacional para contestar a falta de pessoal não-docente. De acordo com o adiantado pela federação nesse mesmo dia, a paralisação teve uma adesão de mais de 90%, obrigando ao fecho de várias escolas de norte a sul do país.