O Benfica não conseguiu marcar na primeira parte pelo terceiro jogo consecutivo fora nas competições nacionais. Até aqui, não era um problema. O Benfica voltou a sofrer primeiro, pela terceira vez seguida nas provas interna. Até aqui, também não era um problema. No entanto, aquilo que costuma ser regra encontrou uma exceção: ao invés do que costuma ser normal, os encarnados não conseguiram dar a volta e, com isso, quebraram a série 100% vitoriosa que mantinham entre Campeonato (cinco jogos) e Taça de Portugal (dois) na presente temporada.

Bruno Lage continua sem ganhar na Taça da Liga (dois empates, uma derrota), o Benfica somou pela primeira vez na sua história quatro encontros seguidos na competição sem ganhar, os encarnados falharam pela primeira vez o triunfo diante de um adversário da segunda Liga na prova. Ainda assim, pior do que isso, deixaram de depender apenas de si, caso o V. Guimarães consiga ganhar as duas últimas partidas no grupo. Houve todavia uma boa notícia para as águias: Jota, uma das grandes promessas da formação, marcou pela primeira vez na equipa A.

“O objetivo passa sempre por vencer, aqui também era para ganhar, não conseguimos a vitória mas acho que não podemos olhar para trás, é focarmo-nos no que fizemos de bem e aprender com o que fizemos de mal para prepararmos já o próximo”, comentou na flash interview da SportTV o avançado que, além do golo do empate já nos últimos dez minutos, ficou a centímetros de dar a volta com mais um remate de meia distância que saiu a rasar o poste. “Entramos sempre com o máximo de seriedade, não baixámos os braços, acordar para o jogo e foi isso que fizemos. Não conseguimos infelizmente concretizar as oportunidades. Contas? Temos de ganhar o próximo na Taça da Liga e pensar já no próximo do Campeonato, que é o mais importante”, acrescentou o jovem de 20 anos.

Sobre o primeiro golo ao 18.º jogo pelos seniores do Benfica, Jota relativizou o feito e mostrou vontade de ir marcando o seu percurso de ascensão na equipa. “Tento fazer o meu trabalho, tento corresponder às expetativas do mister. Estou cá para fazer o meu trabalho e para dar o meu melhor. É isso que pretendo”, destacou o jogador que fez toda a formação ao serviço do clube a começar ainda nas escolinhas e que deverá ser o próximo a renovar contrato com os encarnados (onde joga há 13 anos) num processo que será oficializado em breve no plano público.

“Não ganhámos porque não marcámos os golos que devíamos ter marcado. Não na primeira parte mas na segunda o volume de oportunidades criadas servia para marcarmos os golos que precisávamos. Não o fizemos, surgiu uma carambola no lance do reinício do jogo, bate no jogador que ia a recuperar e isola o jogador do Sp. Covilhã, ficaram em vantagem, defenderam-se como puderam e mereceram o empate. A partir da meia hora, pelas oportunidades podíamos ter dado a volta ao jogo. A primeira parte foi equilibrada, controlámos o jogo, tivemos três ou quatro situações para marcar, a circulação de bola não foi tão rápida e depois tivemos aquela entrada… Mesmo assim, merecíamos ter vencido apesar de ser justo o ponto para eles, pela forma como se bateram”, começou por comentar Bruno Lage, treinador do Benfica, na zona da entrevistas rápidas da SportTV.

“Equipa inicial? Foi olhar o que é esta competição, temos um plantel vasto, 26 jogadores mais três guarda-redes, e a jogar de dois em dois ou de três em três dias, por aquilo que foi o jogo da Taça de Portugal, o da Liga dos Campeões, o último com o Marítimo, foi dar a oportunidade a outros jogadores porque esta competição também serve para isso e porque queremos ter toda a gente pronta para jogar. Apenas isso, olhar para o registo dos três jogos anteriores, com muita gente a jogar e lançar gente que tem trabalhado bem, com intensidade”, referiu de seguida, antes de especificar o lançamento de Zivkovic, que fez a estreia na presente temporada.

“Zivkovic? Optámos por este onze, pelo jogo interior dele, pelo seu pé esquerdo… Pela largura deste campo, sabíamos que tínhamos de manter a linha de quatro bem atrás, prender com os dois laterais subidos e com dois mais interiores subidos. É o que digo aos jogadores, titulares ou entrando dez ou 15 minutos, é dar o máximo e também pelos adeptos, que vão pedindo o A, o B ou o C e é neste tipo de registo também. A opinião fica para mim, vamos vendo o que toda a gente vai produzindo em campo”, concluiu.