A agência Lusa inaugura na quarta-feira em Macau, e posteriormente em Lisboa, a exposição de fotografia “20 anos, 20 fotos”, alusiva à transferência de administração de Macau de Portugal para a China, em 20 de dezembro de 1999.

A Lusa foi responsável na época pela criação e gestão do centro de imprensa internacional para cerca de 400 pessoas, que incluía auditório para conferências de imprensa, cafetaria e restaurante, e produziu serviço noticioso em português, chinês e inglês.

Os fotojornalistas da Lusa asseguraram ainda a cobertura, em regime de “pool”, de vários momentos das cerimónias oficiais e a agência distribuiu dezenas de fotografias a nível mundial.

A exposição “20 anos, 20 fotos” vai estar patente até 15 de dezembro, no consulado português na Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), e também no espaço Noémia de Sousa, na sede da agência, em Lisboa, a partir de 12 de dezembro. “Portugal e a República Popular da China protagonizaram há 20 anos um momento de enorme elevação e significado histórico: a passagem de Macau, então um território sob administração portuguesa, para a tutela chinesa, culminando o reatamento das relações diplomáticas entre Lisboa e Pequim que tinha ocorrido duas décadas antes deste evento, afirmou o presidente do conselho de administração da Lusa, Nicolau Santos, numa mensagem alusiva à exposição.

“Orgulhamo-nos de ser a única agência estrangeira a operar na região e de a delegação em Macau ser uma das mais importantes da nossa rede internacional, que se estende por cinco continentes e 21 países”, acrescentou, notando que “o facto de Macau constituir a plataforma chinesa para a ligação aos países de língua oficial portuguesa torna ainda mais imperiosa” a presença da agência na região.

A Lusa inaugurou em fevereiro um site dedicado a Macau — http://macau20anos.lusa.pt/ — com notícias, reportagens e entrevistas para assinalar a passagem da administração do território de Lisboa para Pequim, em 1999.

Em março de 2020, a Agência Lusa realiza uma conferência em Macau para debater o papel da RAEM nos projetos chineses da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e o de ponte para os países da lusofonia.