Em 1994, inspirado pelo título de um filme que, à época, estava em exibição no cinema, Filipe Vila-Nova decide criar uma nova marca de jeans. Chama-lhe Salsa. No início, a sua função era apenas criar e produzir para terceiros venderem. Hoje, 25 anos passados – e celebrados –, muita coisa mudou: a Salsa tem uma vastíssima rede de lojas em nome próprio e presença em 35 países, de Portugal ao Bahrein, da Eslovénia ao Kuwait.

A expansão do retalho não significa que no quartel-general da marca, perto de Vila Nova de Famalicão, se tenha descurado a criação. Pelo contrário. Ano após ano, novos modelos são lançados e outros, que já existem, melhorados, numa busca incessante pela perfeição. Sobretudo no que respeita aos jeans para mulheres. “Existe uma equipa intensiva que se dedica aos jeans. Estamos em constante pesquisa de novas soluções para melhorar o corpo da mulher”, explica Carla Cruz, coordenadora de Design de Moda.

O processo criativo nasce das necessidades de “corpos reais”, realça. Esses corpos são os das próprias trabalhadoras da Salsa, naturalmente muito diferentes entre si. Discutem-se ideias, fazem-se protótipos que são testados, numa primeira instância, por essas mesmas trabalhadoras. “É uma espécie de focus group não oficial”, revela Carla. A experiência de todas ajuda a apontar defeitos e, rapidamente, se vão aperfeiçoando as novas criações. “O primeiro protótipo hoje sai muito mais perfeito do que há dez anos”, garante.

Desde a primeira ideia até ao protótipo final passam, em média, seis meses. São feitos inúmeros testes e acima de 50 protótipos. “A fase mais importante no desenvolvimento é a modelação e é a ela que nos dedicamos a maior parte do tempo”, afirma a responsável. No caso do último grande lançamento da Salsa, as Slimming Elegant, essa importância foi partilhada com a do desenvolvimento da malha, feito em conjunto com a italiana Candiani, empresa com largo historial e reputação na matéria.

As novas Slimming Elegant vêm no seguimento do conceito slimming, e de modelos anteriores como as Slimming Diva. E são fruto da intenção da marca de chegar a um público mais jovem e atento às tendências, como confirma Carla Cruz. “Foi identificada no mercado uma tendência para cintas altas e este é o fit da Salsa com a cinta mais alta. A preocupação foi adaptar a tendência a uma tecnologia inovadora.”

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E que tecnologia inovadora é essa? Chama-se Emana, já fora utilizada antes, e é uma fibra inteligente que absorve o calor do corpo e irradia de volta raios infravermelhos que estimulam a microcirculação sanguínea. Essa fibra está presente numa faixa por baixo da cinta, que causa o chamado efeito adelgaçante: melhora a firmeza e suavidade da pele, aumenta a sua elasticidade e reduz a aparência de celulite. “É uma fibra que não é fabricada por nós, mas que usamos em exclusivo”, adianta Carla.

No que respeita a unir design, tecnologia e tendências, a Salsa promete não ficar por aqui. Afinal, os objetivos da marca não são modestos. “Queremos tornar-nos a melhor marca de jeans mundial”, garante a responsável. Os próximos 25 anos prometem.