O Facebook entrou esta quinta-feira com uma ação judicial na Califórnia contra a empresa chinesa ILikeAd Media International Company Ltd e dois indivíduos, Chen Xiao Cong e Huang Tao, por alegadamente terem violado as políticas de publicidade da rede social.

O anúncio é feito por Jessica Romero, diretora de litígios da plataforma, e por Rob Leathern, diretor de gestão de produto, na sala de imprensa virtual do Facebook.

“Como parte dos nossos esforços para manter as pessoas em segurança e combater os abusos de publicidade na nossa plataforma, o Facebook entrou com uma ação judicial na Califórnia esta quinta-feira”, lê-se no comunicado.

Os responsáveis explicam que os acusados “enganaram as pessoas e levaram-nas a instalar malware disponível na internet. Esse malware permitiu que as contas das pessoas no Facebook fossem comprometidas e exibissem anúncios com publicidade enganosa, que promoviam itens como produtos falsificados e pílulas dietéticas”.

Ao BuzzFeed, Rob Leathern explicou que o processo é uma forma de “criar consequências” para estas pessoas, além de desligar as suas contas e de evitar que usem a plataforma. “Este [esquema] afetou pessoas em vários países e é algo que começámos a investigar no final de 2018”, afirmou.

A rede social diz que os acusados usaram, algumas vezes, imagens de celebridades nos anúncios para fazer com que as pessoas clicassem neles. Noutras vezes, recorriam a uma prática que é conhecida por “camuflagem”, disfarçando deliberadamente o verdadeiro destino do link no anúncio e exibindo uma versão diferente para os utilizadores do Facebook.

“Regra geral, os esquemas de camuflagem são sofisticados e bem organizados, o que dificulta a identificação e responsabilização dos indivíduos e organizações que estão por detrás dos anúncios. Como resultado disto, não têm havido muitas ações legais destas. Neste caso, reembolsamos vítimas cujas contas foram usadas para exibir anúncios não autorizados e ajudamo-las a proteger as suas contas”, lê-se no comunicado do Facebook.

Para proteger os utilizadores deste tipo de esquemas, a empresa liderada por Mark Zuckerberg diz que vai continuar a trabalhar para detetar “comportamentos maliciosos” na plataforma.