Havia Cristiano Ronaldo, havia Benzema, havia um terceiro elemento no ataque (que podia ser Gareth Bale, Lucas Vázquez, Isco, James Rodríguez, Di María ou Higuaín). A lógica era sempre a mesma: o português era o elo mais forte, o francês a parte mais fraca, a outra unidade mais atacante a surpresa ou a deceção do jogo. Durante vários anos, esta foi a realidade do Real Madrid no último terço. Depois, o número 7, o maior goleador de sempre do clube, saiu para a Juventus. E os merengues encontraram o seu goleador sem ter de procurar muito.

Num jogo no Santiago Bernabéu onde havia a curiosidade em perceber qual dos jovens brasileiros do momento estava em melhor plano (Vinicius ganhou a Rodrygo), foi Benzema que voltou a decidir o triunfo frente ao Espanyol com mais um golo e uma assistência que colocaram o Real isolado no primeiro lugar à condição (porque o Barcelona joga apenas à noite com o Maiorca) quando está cada vez mais próximo o clássico em Camp Nou.

Com o veterano Diego López a “engatar” na baliza do conjunto da Catalunha (ele que regressou ao Bernabéu, onde ganhou um Campeonato, uma Taça de Espanha e uma Liga dos Campeões), foi preciso outro francês deixar por momentos o setor defensivo para fazer a diferença na área contrária: após receber na área numa jogada onde Benzema voltou a ser decisivo, Varane inaugurou o marcador já depois da meia hora (34′).

No segundo tempo, e ainda antes da expulsão de Mendy por acumulação de amarelos (numa altura em que Marcelo está de novo lesionado), o número 9 fechou as contas do triunfo com o 2-0 a 11 minutos do final do encontro que lhe valeu não só o reforçar da liderança na lista dos melhores marcadores da Liga espanhola na presente temporada (11) como o primeiro lugar também entre os jogadores com mais assistências (cinco).