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Sérgio ia com pressa mas atrasou-se no Koffi break (a crónica do Belenenses SAD-FC Porto)

O FC Porto entrou melhor, sofreu um golo contra a corrente do jogo, empatou mas não soube reagir na segunda parte. Escorregou no Jamor e muito graças a Koffi, o guarda-redes do Belenenses SAD (1-1).

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O guarda-redes da equipa de Pedro Ribeiro evitou vários lances de perigo do FC Porto

EPA

O guarda-redes da equipa de Pedro Ribeiro evitou vários lances de perigo do FC Porto

EPA

No início da temporada, acabou por ser um dos nomes mais desconhecidos entre os reforços do FC Porto a causar maior impacto. Zé Luís, cabo-verdiano contratado aos russos do Spartak Moscovo, impressionou logo no final de agosto com um hat-trick apontado ao V. Setúbal, naquela que foi a primeira exibição globalmente positiva dos dragões, e continuou a provar uma eficácia acima da média quando abriu o marcador na Luz contra o Benfica. Marcou oito golos, sete deles na Liga, e tornou-se desde logo o melhor marcador da equipa de Sérgio Conceição. Ainda assim, e até este domingo, Zé Luís não era titular desde outubro.

O avançado cabo-verdiano acabou por ser um dos efeitos secundários do empate no Dragão com o Glasgow Rangers que complicou as contas na fase de grupos da Liga Europa e confirmou um défice exibicional da equipa — que se prolongou no deslize na Madeira com o Marítimo que deu a liderança ao Benfica. Praticamente inofensivo nessa receção aos escoceses, perdeu espaço para Marega, para o regressado Aboubakar e até para o jovem Fábio Silva, tornando-se suplente habitual e somando minutos ao longo de cinco partidas.

Ficha de jogo

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Belenenses SAD-FC Porto, 1-1

13.ª jornada da Primeira Liga

Estádio Nacional do Jamor, em Lisboa

Árbitro: João Pinheiro (AF Braga)

Belenenses SAD: Koffi, Esgaio, Nuno Coelho, Tomás Ribeiro, Chima, Show, André Santos (Hakim, 74′), André Sousa, Cassierra (Kikas, 69′), Licá (Marco Matias, 87′), Varela

Suplentes não utilizados: André Moreira, Benny, Sithole, Robinho

Treinador: Pedro Ribeiro

FC Porto: Marchesín, Manafá (Nakajima, 63′), Pepe, Marcano, Alex Telles, Corona, Loum (Sérgio Oliveira, 63′), Danilo, Otávio, Marega (Soares, 82′), Zé Luís

Suplentes não utilizados: Diogo Costa, Luis Díaz, Uribe, Mbemba

Treinador: Sérgio Conceição

Golos: André Santos (14′), Alex Telles (gp, 32′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Varela (53′), a Koffi (64′), a Chima (65′), Tomás Ribeiro (71′), Soares (90+4′), Esgaio (90+4′), Pepe (90+5′), André Sousa (90+5′)

Na segunda-feira, contra o P. Ferreira, Zé Luís entrou ainda na primeira parte para substituir o lesionado Aboubakar e acabou por fazer o segundo golo dos dragões, um pontapé de bicicleta notável que confirmou a vitória da equipa. Tudo isto num dia em que nem sequer contava dos 18 jogadores chamados à partida: acabou por integrar os convocados devido a uma indisposição de Fábio Silva. O regresso aos golos de Zé Luís, impulsionado pela lesão de Aboubakar, acabou por garantir também o regresso à titularidade, este domingo, na visita ao Jamor para enfrentar o Belenenses SAD.

Em comparação com o último jogo do FC Porto para a Liga, essa era mesmo a única alteração que Sérgio Conceição promovia no onze: a saída do lesionado Aboubakar, a entrada de Zé Luís. Mas em comparação com a partida da Taça da Liga, em Pina Manique com o Casa Pia, só o lateral Wilson Manafá repetia a titularidade e eram dez os elementos que mudavam nas opções iniciais dos dragões — com destaque para a manutenção de Loum na equipa, mesmo depois de Uribe já ter jogado para a Taça da Liga.

O FC Porto entrou claramente melhor, a empurrar o Belenenses SAD para o respetivo meio-campo logo desde os primeiros instantes, beneficiando também da aparente displicência com que os lisboetas arrancaram na partida. A equipa de Pedro Ribeiro não queria, de forma louvável, entrar num esquema de “pontapé para a frente”, e por isso tentava sair de maneira controlada e orientada quando tinha posse de bola. Ainda assim, não o conseguia fazer por mérito dos dragões, muito fortes na pressão imediata e na reação à perda de bola, e acabava por ficar suscetível à entrada dos jogadores do FC Porto nas costas da defesa e no espaço entre os centrais e os laterais. Corona aproveitou uma dessas situações para arrancar de forma individual e procurar Marega, que não entendeu a movimentação (4′), e Otávio ficou perto de abrir o marcador à saída de Koffi depois de uma recuperação à entrada da grande área (8′).

Ainda assim, e completamente contra a corrente do jogo, o Belenenses SAD acabou por conseguir chegar à vantagem no primeiro lance de perigo de que beneficiou: numa jogada pela esquerda do ataque que culminou com um cruzamento rasteiro, Marcano aliviou para a entrada da grande área e só teve tempo de ver André Santos rematar de primeira para abrir o marcador (14′). O antigo médio do Sporting não foi pressionado nem por Danilo nem por Loum, que estavam fora de posição, e teve todo o tempo do mundo para preparar o remate. A dominar o jogo mas com poucas oportunidades de golo, o FC Porto estava a perder no Jamor e teria agora de fazer o resto da partida em formato remontada para evitar um deslize.

Depois de o Belenenses ficar muito perto de aumentar a vantagem, com um remate de Licá que Marchesín encaixou (18′), Loum bateu Koffi de cabeça mas o lance foi anulado pelo VAR por fora de jogo de Danilo, que fez a assistência (22′). Marchesín voltou a impedir Licá de marcar com uma enorme defesa (29′) mas o Belenenses SAD estava agora a perder bolas no meio-campo adversário: mais adiantados no terreno, por estarem em vantagem e com a confiança renovada depois do golo anulado a Loum, os azuis tinham a mesma dificuldade em reter a posse de bola durante períodos prolongados e falhavam inúmeros passes. O problema, nesta fase do jogo, era que quando essas perdas de bola se verificavam, existiam dezenas de metros nas costas dos últimos jogadores para que os elementos do FC Porto percorrerem em contra-ataque. E foi precisamente numa dessas situações que Corona acabou por sofrer a grande penalidade que deu origem ao empate.

O médio mexicano, que foi o melhor do FC Porto durante a primeira parte e esteve sempre muito enérgico no corredor esquerdo, lançou-se em velocidade pela ala e acabou por ser derrubado em falta por Esgaio no interior da grande área. Na conversão da grande penalidade, Alex Telles empatou a partida (32′) e repôs alguma justiça na história do jogo, principalmente tendo em conta que o Belenenses SAD pouco ou nada tinha feito até ao golo de André Santos. Na ida para o intervalo, as duas equipas estavam empatadas e o FC Porto precisava de maior poder de fogo e discernimento na fase mais adiantada, já que Corona era mesmo o elemento em maior evidência no ataque e tanto Marega como Zé Luís pareciam algo apagados, com a equipa de Pedro Ribeiro a terminar a primeira parte com mais remates à baliza do que o adversário.

[Carregue nas imagens para ver alguns dos melhores momentos do Belenenses SAD-FC Porto:]

Soares passou os últimos minutos da primeira parte a realizar exercícios de aquecimento mas Sérgio Conceição optou por adiar a entrada do avançado e não fazer a primeira substituição logo ao intervalo. O Belenenses SAD voltou bastante melhor para a segunda parte, com os setores mais espaçados e os dois médios mais recuados, Show e André Santos, a desempenharem uma boa ligação entre uma defesa bem mais adiantada do que aquela que se tinha visto no primeiro tempo e um meio-campo que privilegiava a densidade na faixa central ao invés da largura.

O FC Porto teve algumas dificuldades na adaptação às melhorias do adversário e passou vários minutos fechado nos últimos 30 metros, a ver o Belenenses SAD trocar a bola como quase nunca fez até ao intervalo. A equipa de Sérgio Conceição não estava a conseguir fazer o que tinha feito na primeira parte — reagir rápido à perda da bola, pressionar forte e alto e não permitir a posse adversária — e Zé Luís e Marega, muito sozinhos na frente e sem ligação com os setores nas costas, não conseguiam asfixiar a fase inicial de construção do conjunto de Pedro Ribeiro.

De forma algo surpreendente, Sérgio Conceição não chamou Soares para a primeira substituição mas sim Sérgio Oliveira e Nakajima, que entraram para os lugares de Manafá e Loum. Corona recuou para a lateral direita, Otávio mudou de corredor para jogar à frente do mexicano e procurar entendimento com o médio e Nakajima foi para a ala esquerda. A dupla substituição motivou a renovação do meio-campo do FC Porto e a velocidade impressa pelo japonês, aliada ao poder de construção de Sérgio Oliveira, acabaram por dar origem a um forcing que culminou no primeiro remate na segunda parte (que só apareceu ao minuto 66) e num livre direto batido pelo médio português que esbarrou no poste da baliza (73′). A ver a equipa desgastada fisicamente e já sem capacidade para responder às investidas adversárias, Pedro Ribeiro optou por oferecer por completo o controlo do jogo ao FC Porto, retirando um médio (André Santos), e fortalecer o setor mais recuado, colocando um terceiro central (Hakim) e passando para um defesa a cinco.

Até ao final, e já depois de Soares entrar para o lugar de Marega (que não era substituído desde a segunda jornada), o Belenenses SAD foi resistindo ao tudo por tudo do FC Porto, que ainda viu Zé Luís falhar o segundo golo quando só tinha Koffi pela frente. O guarda-redes do Burkina Faso foi o grande timoneiro da equipa de Pedro Ribeiro, com várias defesas que evitaram a vantagem dos dragões e uma liderança que contrasta com os 23 anos que tem. O FC Porto não conseguiu ir além de um empate no Jamor, fechou um ciclo de cinco vitórias seguidas para todas as competições e fica agora a quatro pontos do Benfica e da liderança. Depois de uma primeira parte em que foi surpreendida por um bom remate de André Santos, a equipa de Sérgio Conceição não soube capitalizar o empate de Alex Telles e entrou morna na segundo tempo, elevando só a pressão nos últimos minutos: perdeu pontos pela terceira vez desde o início da temporada e pode ter tido aqui, no Jamor, um capítulo negativo importante na luta pela conquista do Campeonato.

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