Primeiro Tanner McGrew, depois Max Landis. O FC Porto estava a ter o melhor arranque de sempre de temporada, com um total de dez vitórias consecutivas na Liga depois da conquista da Supertaça muito por culpa também da influências dos estrangeiros contratados este verão, mas depois de uma primeira lesão grave do poste ex-Memphis Hustle ficou ainda sem o lançador americano que chegou dos alemães do Giessen 46ers. Também por isso, a receção ao Sporting era um obstáculo ainda mais complicado de contornar para a equipa de Moncho López.

24 anos depois, a Invicta voltava a receber um clássico entre dragões e leões, depois da extinção da secção verde e branca em 1995, e com um Sporting não só renovado com uma estrutura assente em dois dos americanos mais importantes para o bicampeonato da Oliveirense, Travante Williams e James Ellisor, mas também com um antigo treinador do FC Porto, Luís Magalhães. Também o conjunto de Alvalade surgiu desfalcada de duas unidades importantes, com Brandon Nazione, poste contratado aos uruguaios do Olímpia Montevideu e que tem estado também fora das opções nos últimos jogos, e Ty Toney, ex-base do Terceira, de fora por lesão.

No final, o Sporting foi melhor e ganhou no Dragão Arena por 89-78, contando com um Travante Williams de luxo a passar os 30 pontos marcados e um Diogo Ventura a fazer esquecer da melhor forma Ty Toney (sendo que o poste Abdul-Malik Abu continua a valer por dois nas tabelas) para se superiorizar no segundo tempo frente a um FC Porto que acusou em demasia a falta de Landis e o menor número de soluções no banco. Assim, a liderança da Liga passa a ser ocupada por FC Porto, Sporting e Benfica, todos com 21 pontos.

Depois de um início equilibrado, com vantagens curtas e a variar entre as duas formações, o Sporting conseguiu um avanço de três pontos antes de sofrer uma parcial de 6-0 que colocou o FC Porto a ganhar por 18-15. As defesas conseguiram então melhorar o comportamento e foram os azuis e brancos a sair por cima, com um triplo de Preston Purifoy e mais um cesto perto da tabela de Noah Starkey a darem uma vantagem de seis pontos anulada nos últimos segundos do primeiro período com um lançamento de James Ellisor (23-19).

A reação do Sporting não demorou e os leões inverteram o rumo dos acontecimentos logo no arranque do segundo parcial, com dois triplos de Francisco Amiel e mais alguns pontos de Travante a colocarem os visitantes com sete pontos de vantagem (33-26). O FC Porto voltou a acertar na defesa, foi reduzindo a distância e chegou mesmo ao intervalo com apenas um pontos de atraso (38-37) mas com a vantagem de ver algumas unidades importantes na equipa verde e branca, como Ellisor, já “tapados” com três faltas que poderiam fazer a diferença.

Com Sasa Borovnjak a aparecer mais no jogo e Pedro Pinto a assumir o comando das operações, o FC Porto voltou a ter uma ligeira vantagem depois do intervalo também por “culpa” da ligeira subida nas suas zonas de pressão defensivas mas o Sporting, com Abdul-Malik Abu a dominar nas tabelas e Travante Williams a assumir mais na finalização, nunca descolou a voltou para a frente a três minutos do final de um período onde as defesas e a pior percentagem de lançamentos baixaram ainda mais os pontos das duas equipas, terminando da melhor forma com triplos de Ellisor e Travante que colocaram os visitantes na frente por seis pontos (62-56).

No último parcial, Miguel Queiroz ainda deu uma redobrada esperança ao FC Porto com um lançamento exterior mas o jogo interior de Abu e os triplos de Travante Williams conseguiram pela primeira vez colocar uma equipa, neste caso o Sporting, com um avanço de dois dígitos, o que obrigou Moncho López a pedir um desconto de tempo (69-59). João Soares, com uma jogada de cesto e falta, deu ainda alguma esperança aos dragões mas foi o Sporting, com Travante a chegar à casa dos 30 pontos, a mostrar uma outra experiência e a gerir o avanço até final.