O primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, alertou esta segunda-feira para as consequências da corrupção, considerando que a situação coloca em causa a credibilidade dos governos e ameaça a estabilidade económica. “A corrupção põe em causa a credibilidade dos governos”, disse Carlos Agostinho do Rosário, falando durante as celebrações centrais do Dia Internacional de Combate contra a Corrupção na província da Zambézia, centro de Moçambique.

Para o primeiro-ministro moçambicano, além de descredibilizar os governos, a corrupção abre espaço para a instabilidade económica, abalando a “integridade” e os valores sociais.

A corrupção põe em causa os valores morais e de integridade da sociedade, o que concorre para a proliferação das práticas associadas ao crime organizado”, acrescentou Carlos Agostinho do Rosário.

Dados avançados esta segunda-feira no encontro indicam que, só nos últimos dois anos, foram instruídos cerca de 2.000 processos disciplinares contra funcionários e agentes do Estado em Moçambique, entre os quais 205 culminaram em demissões e 104 em expulsões. O Dia Internacional de Combate contra a Corrupção foi instituído em 2003, pela Organização das Nações Unidas (ONU), com objetivo de consciencializar as pessoas sobre a importância do combate a este tipo de crime.