Mais de 1.600 milhões de euros em crédito ao consumo foram concedidos no terceiro trimestre deste ano, uma subida homóloga de 7,3%, segundo dados da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC) recolhidos junto dos seus associados, esta terça-feira divulgados.

“No terceiro trimestre de 2019 os associados da ASFAC concederam 1.682 milhões de euros em crédito ao consumo — crédito concedido a consumidores que atuam fora do âmbito da sua atividade profissional –, registando-se uma subida de 7,3% face ao período homólogo”, lê-se num comunicado esta terça-feira enviado às redações.

De acordo com aquela associação, 59,2% do total dos 1,162 mil milhões de euros concedidos no crédito clássico (que inclui meios de transporte, lar, equipamento, crédito pessoal, entre outras rubricas) destinou-se à aquisição de veículos, “situando-se nos 688 milhões de euros, valor praticamente igual ao do trimestre homólogo”.

Ainda no segmento dos meios de transporte, os veículos ligeiros de passageiros usados representam a maior parte daquele valor, com 486,9 milhões de euros concedidos (70,8%). A ASFAC refere ainda que, em setembro, os automóveis ligeiros de passageiros usados registaram um crescimento de 7,5% face a setembro do ano passado.

Já o crédito a fornecedores (financiamento de bens cuja aquisição se destina à revenda) registou uma redução de 26,8% em relação ao mesmo período de 2018, tendo sido concedidos 762,7 milhões de euros face aos 1.041 milhões registados no terceiro trimestre de 2018.

Em relação ao número de famílias em incumprimento, mantém-se a tendência de redução que se verifica desde 2013 (uma redução de 31% desde aquele ano até ao final do primeiro semestre de 2019), o que, para a ASFAC, demonstra “que a concessão do crédito especializado está a ser feita de forma sustentada”.

A associação considera ainda que estes indicadores relativos ao terceiro trimestre de 2019 “apontam para a melhoria do nível de vida dos portugueses”, destacando “a descida do desemprego e o bom desempenho da economia portuguesa” como índices de confiança para os consumidores que recorrem aos créditos. “Estes números mostram a importância do consumo privado como fator de crescimento económico, como se vê pela evolução do PIB que cresceu 1,9% face ao período homólogo”, referiu, em comunicado, o presidente da ASFAC, António Menezes Rodrigues.