Em 1984, no Salão de Paris, apresentava-se ao mundo automobilístico o SEAT Ibiza, uma aposta da marca espanhola, fruto da parceria Karmann, Italdesign e Porsche. Mais de três décadas depois, pode considerar-se um verdadeiro caso de sucesso no seu segmento: é o modelo que se mantém há mais tempo no catálogo do seu construtor e, ao longo de cinco gerações, já vendeu mais de 5,6 milhões de unidades em mais de 80 países.

Este foi o segundo modelo da marca a receber o nome a partir de uma cidade espanhola, sendo que o primeiro foi o Ronda. Mas Ibiza pretendia fazer sobressair imagens de diversão, sol e praia, de forma a encaixar no segmento jovem ao qual se destinava. Na década de 90, pouco depois de surgir, era já o modelo de eleição dos condutores recém-encartados. O rei Filipe de Espanha foi um dos contemplados com este modelo, no seu 18º aniversário. O carro, de cor dourada, já incluía o sistema de injeção Porsche e ar condicionado – algo que só o modelo seguinte teria – e faz hoje parte do Museu SEAT, depois de ter sido completamente restaurado.

Um design dinâmico

A facilidade com que entrou nos vários mercados em que a marca já atuava, deve-a em muito ao design, de linhas vincadas e dinâmicas que o caracteriza. Essas linhas inicialmente mais quadradas, fruto do seu tempo, acompanhavam uns vidros de grandes dimensões, que garantiam luminosidade e davam uma maior sensação de espaço. No que diz respeito ao motor, esta primeira geração já apostava no System Porsche e apresentava um consumo médio de 7,8 litros/100 km na versão 1.5.

A elegância e o ar desportivo que o primeiro modelo ostentava, continuou a ser uma imagem de marca, embora a segunda geração lhe tenha arredondado as formas. Já desenvolvida e produzida com a marca espanhola totalmente integrada no grupo Volkswagen, esta segunda geração, 6K, recebeu o troféu carro do ano em Portugal. E em 1996, 1997 e 1998 conquistou ainda o campeonato do mundo de ralis na categoria 2.0 I. Foi, aliás, o primeiro carro espanhol a ser campeão do mundo.

A terceira geração do Ibiza, lançada em 2001, apresentava um design ainda mais apelativo, que continuou a ser trabalhado na geração seguinte, sete anos depois. Manter o equilíbrio entre design, rebeldia, inovação e dinamismo, continuou a ser o fio condutor, mantendo o interesse do público jovem, quase três décadas depois de ter surgido.

Desenhar o futuro no presente

A quinta geração do Ibiza, assinada pelo atual diretor de Design da SEAT, Alejandro Mesonero, desenvolveu linhas mais dinâmicas e esculturais. A tecnologia associada é das mais avançada do Grupo Volkswagen e foi desenvolvida pela plataforma modular MQB-A0, o que lhe garante maior robustez e habitabilidade: é 170 mm mais largo, 422 mm mais comprido e 50 mm mais alto do que o primeiro modelo. Hoje, com o 1.5 TSI, apresenta um motor mais potente e eficiente, com um consumo médio de 4,9 litros/100 km.

A tecnologia marca aqui um lugar impensável há pouco mais de três anos: um ecrã de oito polegadas e a possibilidade de estar conectado enquanto conduz, incluindo a possibilidade de receber e de escrever mensagens através de voz. A sua segurança foi desenvolvida em paralelo e o Ibiza conta com assistentes de condução, como a travagem automática em cidade ou o limitador de velocidade.

Em 2018, a quinta geração do SEAT Ibiza foi a vencedora da 35ª edição do Essilor Carro do Ano/Troféu Volante de Cristal 2018, tendo sido dado destaque à sua estética, performance, segurança, preço e sustentabilidade ambiental.

A aposta feita nesta mais recente geração é inquestionável. O objetivo é desenvolver um modelo mais aspiracional, sem perder a sua vertente prática e jovial. Os seus fãs de todas as idades, irão continuar a acompanhar esta evolução nas próximas décadas, que tudo fará para alimentar os sonhos dos amantes de automóveis.