O presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho, afirmou esta terça-feira ter a convicção de que a companhia de bandeira deverá voar para a China “naturalmente a médio prazo”.

“É uma convicção que é muito minha. Como sabe, no passado fui presidente da AICEP [Agência de Investimento e Comércio Externo de Portugal], sei bem o dinamismo que a Ásia tem, e nomeadamente que a China tem. Não disse que é uma coisa que é para amanhã, é uma coisa que eu penso que naturalmente irá acontecer a médio prazo”, disse o responsável aos jornalistas.

Miguel Frasquilho falava à margem do Shopping Tourism and Economy Summit, que decorreu esta terça-feira num hotel em Lisboa.

Nós estamos neste momento interessados em consolidar e crescer no Atlântico, que é o nosso espaço natural: América do Norte, América do Sul, África e Europa. Complementarmente, a Ásia com certeza terá o seu tempo”, acrescentou o presidente do Conselho de Administração da companhia aérea.

Miguel Frasquilho considerou que “os números dão razão” à sua perspetiva a médio prazo, uma vez que “o número de visitantes chineses a Portugal sobe a dois dígitos ano após ano, desde há sete ou oito anos”.

Este ano vamos certamente ultrapassar 350 mil visitantes [chineses], que é um marco nunca antes atingido. A manter-se este ritmo, estarão criadas as condições para que um dia possamos ter voos diretos para a Ásia, neste caso para a China”, completou.

Durante o seu discurso na conferência, Miguel Frasquilho fez várias referências ao continente asiático e defendeu a racionalidade económica da ida da companhia aérea portuguesa para a China. “Não tenho grandes dúvidas que num médio prazo a TAP vai voar para a Ásia, vai voar para a China, porque faz todo o sentido, economicamente, que assim seja“, afirmou durante a sua intervenção.

Em outubro, em Macau, Miguel Frasquilho tinha descartado a abertura de voos diretos de Portugal para a China “num futuro imediato”, e indicou que a empresa estava, no momento, a apostar noutros mercados. Na ocasião, o responsável afirmou que estavam previstos novos destinos para a América do Sul e África, e que a Ásia surgiria “num prazo mais longo, certamente”.

Atualmente é assegurada apenas uma ligação Lisboa-Pequim, com uma escala em Xi’an, em regime de codeshare (partilha de venda de bilhetes entre companhias aéreas) pela TAP, numa operação garantida pela Beijing Capital Airlines.